Ação Integrada

Publicado em 16/03/17 às 18:47 | Atualizado em 17/03/17 às 18:10

Operação conjunta em Olinda devolve para a população áreas ocupadas irregularmente

Medida retirou carcaças, entulhos e construções instaladas às margens de canais e lagoas. Além da limpeza e prevenção de doenças, enfoque está no meio ambiente, desobstruindo também passagens para a chegada das chuvas.

Por Marcilio Albuquerque

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Olinda promoveu uma megaoperação, nesta quinta-feira (16), sanando riscos ao meio ambiente e devolvendo à população antigas áreas ocupadas irregularmente. O trabalho, voltado ao controle urbano da cidade, realizou interdições e retirou carcaças, entulhos e outros materiais instalados às margens de canais e lagoas. A ação, realizada em conjunto com seis secretarias, percorreu, nesta primeira etapa, os bairros de Santa Tereza, Rio Doce e Jardim Fragoso, identificando pontos críticos e orientando os moradores. Após notificações prévias, os responsáveis receberam um prazo de cinco dias para a devida desocupação.

O enfoque da medida está na desobstrução dos corpos d’água, antevendo alagamentos com a chegada do período das chuvas. Os técnicos visitaram o entorno da Lagoa de Santa Tereza, no prolongamento da avenida Presidente Kennedy, coibindo, entre outros pontos, a existência de construções irregulares em uma Área de Preservação Ambiental (APA). A atividade comercial no local também foi finalizada. Além disso, pontos utilizados esporadicamente como moradia também foram fechados. Os agentes da Secretaria de Desenvolvimento Social colocaram a disposição, caso necessário, os abrigos da rede assistencial de Olinda.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente Urbano e Natural, André Botelho, à frente da operação, as medidas fazem parte de um monitoramento iniciado desde o mês de janeiro. “Estamos dando cumprimento a legislação, desocupando áreas públicas e evitando transtornos para todos os cidadãos. Alguns desses espaços eram utilizados irregularmente como oficinas, lava-jatos e até como cocheiras para criação de animais, oferecendo sérios riscos”, explicou. Segundo ele, o descumprimento está passível de multas que variam de R$ 1 mil a R$ 20 mil. “O nosso intuito inicial é de conscientizar, trabalhando em parceria com as comunidades”, ponderou.

Os terrenos devem retomar o aspecto de limpeza e bem estar, além de evitar a proliferação de doenças. A Secretaria de Saúde realizou, por meio do Centro de Vigilância Ambiental de Olinda (Cevao), a aplicação de larvicidas, estendendo às ações de combate ao mosquito Aedes aegypt, causador de doenças como a dengue, zika e chikungunya. Na oportunidade, também foram instaladas armadilhas para eliminação de roedores. O secretário de Saúde Eud Johnson também avaliou a importância da medida. “Carcaças, pneus, garrafas e vasos como estes que se acumulam nestes locais, representam uma grande ameaça, cabendo toda a nossa atenção”, destacou. Dois cilindros de gás foram localizados na área, sendo lacrados de imediato.

A inspeção avançou pelo Canal Tiradentes, em Rio Doce, onde as margens eram utilizadas como depósito de materiais, com o lançamento também de dejetos interrompendo a passagem. A dona de casa Sebastiana Oliveira, 55, reside no entorno, desde criança. “Acho importante esse tipo de trabalho de limpeza, pois o lixo jogado acaba criando problemas para todos nós”, opinou. O cenário se repetiu no Canal do Fragoso, ponto já acompanhado de perto pela prefeitura. Outros pontos permanecem em monitoramento pelo executivo municipal. É o caso das lagoas Artol, Sementeira e Azul, todas no bairro de Jardim Brasil.

Confira os detalhes da operação na Tv Olinda:

 

Fotografias: Thiago Bunzen e Daniel Ferreira / Prefeitura de Olinda