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Publicado em 26/05/16 às 16:05 | Atualizado em 27/05/16 às 11:56

Olinda participa da Hackacity, maratona de programação com dados abertos governamentais

Durante 24 horas, os participantes do evento desenvolverão soluções baseadas em plataformas de código aberto, para abordar os desafios enfrentados pelos cidadãos e utilizando dados fornecidos pela cidade

Por Rodrigo Barradas

redimensionar-imagemDois dias seguidos, com pessoas reunidas, de várias áreas como design, programação, jornalismo, biblioteconomia, artes visuais, entre outros, usado dados abertos, em prol do desenvolvimento de soluções para problemas das cidades de Olinda e Recife, com impacto positivo na gestão dos municípios. Essa é a Hackacity, que acontece nos dias 27 e 28 de maio na JUMP Brasil – Aceleradora de Negócios do Porto Digital.

A Hackacity segue os preceitos de uma Hackathon, que significa maratona de programação. O termo resulta de uma combinação das palavras inglesas “hack” (programar de forma excepcional) e “marathon” (maratona). O objetivo é analisar bancos de dados públicos e promover a sua utilização no desenvolvimento de soluções que possam ter impacto positivo na gestão das cidades, ajudando também a fomentar a colaboração entre as partes interessadas. A Hackacity foi criada na cidade do Porto, em Portugal. Em 2016, ela ocorrerá nesses mesmos dias em outras cidades do mundo. Olinda é uma das cidades contempladas com essa oportunidade.

A ideia do evento é criar uma rede global informal, promovendo o conhecimento através da troca de experiências e, claro, soluções inovadoras para essas cidades. Durante 24 horas, os participantes se reúnem para desenvolver soluções baseadas em plataformas de código aberto, como o FIWARE, ajudando a solucionar problemas dos cidadãos que acessam esses dados.

No Brasil, a Hackacity ocorrerá por meio da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, em parceria com a Prefeitura do Porto, em Portugal, e o apoio do Porto Digital, Cesar e do Centro de Informática da UFPE. Será coordenado por Cláudio Nascimento, diretor de Tecnologia do Município de Olinda e vice-presidente de Empreendedorismo e Inovação da Rede, e Roseana Amorim, gestora da Rede Global de Empreendedorismo. Também participam como coordenadores técnicos o professor Kiev Gama, do CIn/UFPE, e Sergio Soares, do Instituto SENAI de Inovação.

Para avaliar os projetos, foram convidados diversos profissionais de tecnologia e gestores públicos. Os julgadores serão Guilherme Calheiros, diretor de Inovação do Porto Digital; Pedro Henrique, gerente de Aceleração da Jump Brasil; Luciano Meira, Joy Street; Patricia Endo, professora PhD – UPE – Universidade de Pernambuco; Homero Cavalcanti, diretor de Soluções em TI da Emprel – Empresa Municipal de Informática; Anthony Lins, professor de Game – UNICAP – Universidade Católica de Pernambuco; Eduardo Bemfica, chefe do INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial; Alexamdre Severo, gerente de TI do Consórcio Grande Recife.

Dados abertos governamentais – Dados são abertos quando qualquer pessoa pode livremente usá-los, reutilizá-los e redistribuí-los, desde que credite a sua autoria e compartilhe pela mesma licença, como o Creative Commons, por exemplo. O Tribunal de Contas da União cita os seguintes motivos para que as instituições invistam em iniciativas de abertura de dados governamentais:

  • Transparência na gestão pública;
  • Contribuição da sociedade com serviços inovadores ao cidadão;
  • Aprimoramento na qualidade dos dados governamentais;
  • Viabilização de novos negócios;
  • Obrigatoriedade por lei.

Hackacity: Banco de dados + cérebros inteligentes + criatividade = soluções criativas

Olinda detém uma alta taxa demográfica – 9.122,11 habitantes por quilômetros quadrados. É a maior do estado de Pernambuco, a quinta maior do Brasil e, portanto, elevada para o seu espaço urbano limitado. Isso, obviamente, gera problemas. Desenvolver soluções criativas para o município, ligando e modernizando infraestruturas, tecnologias e serviços nos setores urbanos, irá melhorar a qualidade de vida de sua população, assim como a competitividade e a sustentabilidade da cidade.

FIWARE e plataformas abertas OASC (Open & Agile Smart Cities)

A Plataforma FIWARE fornece um conjunto simples, porém poderoso, de APIs (Interface de programação de aplicações) que facilita o desenvolvimento de aplicações inteligentes em softwares públicos e gratuitos, permitindo que desenvolvedores usem as mesmas peças de tecnologia em novos produtos. E, além de não custar dinheiro quando adquiridos, esses softwares se adaptam rapidamente às mudanças do mercado.

Para mais informações, acesseolinda-recife.hackacity.eu

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