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Publicado em 10/03/17 às 13:45 | Atualizado em 10/03/17 às 13:46

Parceria entre Prefeitura de Olinda e UFPE realiza debates sobre a Revolução de 1817 até o fim do ano

Solenidade de abertura do projeto ocorreu nesta quinta-feira na sede da prefeitura e encontros ocorrerão mensalmente em diferentes locais da cidade

Por Ismaela Silva

Foto: Arquimedes Mello

O Palácio dos Governadores, onde funciona a Prefeitura de Olinda, sediou na tarde desta quinta-feira (09.03) a solenidade de abertura do projeto de extensão “Olinda: 1817 – 2017”, uma parceria da prefeitura com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para celebrar os 200 anos da Revolução Pernambucana de 1817. A ação consiste de uma série de dez palestras que vão debater, sob o olhar de diferentes temáticas, os reflexos da revolução de 1817 que permanecem até hoje na cidade de Olinda.

A programação é gratuita, aberta para o público em geral, e segue até dezembro com encontros mensais. A cada mês o debate vai ser em um ponto diferente da cidade, que tenha relação direta com a história da revolução ou do seu legado histórico-cultural. “A palestra de abril será no auditório do Colégio de São Bento”, comemora o secretário de Patrimônio e Cultura de Olinda, Gilberto Sobral.

No evento de inauguração, o criador do projeto de extensão, professor do Departamento de História da UFPE, doutor em História do Brasil e teólogo Severino Vicente, o “Biu” Vicente, ministrou a palestra “Reflexões sobre a revolução de 1817 e sua presença nesses dois séculos”. Olindense de nascimento, Biu Vicente teve a ideia de criar o projeto de extensão com o intuito de trazer o centro dessa revolução à cidade que de fato foi o seu berço. “A revolução começa no Seminário de Olinda, é ele quem fornece as bases teóricas para a revolução”, explica.

Estudantes de História da Federal participam do trabalho criando material didático sobre o assunto, que será levado em forma de aulas para escolas da Rede Municipal de Educação em Olinda, a fim de incrementar o estudo da história de Pernambuco na grade escolar. “É nossa oportunidade de levar a academia para as escolas também, já que basicamente a história da Revolução Pernambucana só fica em Recife, mas o centro intelectual dela foi aqui em Olinda”, explica Ruan Souza, estudante do sétimo período de História.