Controle Urbano

Publicado em 19/06/17 às 12:43 | Atualizado em 19/06/17 às 12:43

Ação educativa em Olinda combate o descarte irregular de carcaças de veículos

Com o tempo que a equipe leva retirando o material das ruas, pelo menos 20 metros de canaletas e galerias poderiam ser desobstruídos na cidade

Por mariliabanholzer

 

População pode colaborar denunciando pessoas que realizam o descarte irregular de carcaças de veículos. Foto: Thiago Bunzen/Prefeitura de Olinda

A Avenida Olinda, principal entrada da cidade vindo do Recife, tem sido alvo de uma ação de sensibilização contra o descarte irregular de carcaças de veículos às margens das vidas do município. Na última semana, o local foi usado como ponto de abandono de duas dessas estruturas metálicas. Esta, inclusive, não é a primeira vez que carcaças são deixadas na área.

Nesta ocasião, no entanto, a Prefeitura de Olinda decidiu não recolher o material imediatamente e usar a situação como forma de alertar para o problema. Junto às carcaças foi instalada uma faixa explicando que esse tipo de descarte é crime de acordo com a Lei Municipal 5.858/2014 e informando um telefone para denúncias: (81) 3439.5535 – das 7h30 às 13h30, de segunda a sexta-feira.

As carcaças dos veículos na Av. Olinda serão retiradas esta semana, mas a faixa permanecerá no local para alertar a população sobre esse crime que custa caro aos cofres do município. Para remover uma carcaça abandonada, pelo menos três secretarias municipais são mobilizadas: Serviços Públicos, Meio Ambiente Urbano e Natural, além de Transportes e Trânsito.

Juntas, as pastas destinam uma equipe de seis homens, um caminhão e uma máquina para fazer o trabalho. A estimativa da gestão pública é de que com o tempo que a equipe leva retirando o material das ruas, pelo menos 20 metros de canaletas e galerias poderiam ser desobstruídos na cidade.

Desde janeiro deste ano já foram recolhidas mais de 50 carcaças abandonadas nas vias da cidade. Os principais pontos de descarte irregular dessas estruturas são as avenidas Pan Nordestina e Nilo Coelho (II Perimetral), embaixo dos viadutos da PE-15, além de vias de grande fluxo dos bairros de Jardim Brasil, Jardim Atlântico e Rio Doce. Esse material atrapalha a passagem dos pedestres nas calçadas, interfere na mobilidade de veículos e pode causar risco à saúde, já que acabam se tornando pontos de acúmulo de águas das chuvas e focos de mosquitos.

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