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Publicado em 29/08/17 às 16:24 | Atualizado em 29/08/17 às 16:24

Cão “doutor” auxilia na terapia de alunos com deficiência da rede municipal de Olinda

O projeto tem como objetivo levar cães treinados para a sala de aula

Por Natália Catarina

Por Pattrícia Viviane

Oferecendo amor e atenção, Max, quatro anos, um “doutor de quatro patas”, leva uma rotina bem diferente de outros cães da sua idade. Max é um cachorro da raça Golden Retriever e vem atuando na Cinoterapia como cão doutor, auxiliando e estimulando o desenvolvimento de crianças com deficiência que estudam na rede municipal de Olinda. Além do Projeto Bolinha de Pelo, o animal também é voluntário do Projeto Cães Doutores, em hospitais públicos e ONG’s.

Estudante de qualquer idade, a cada 15 dias, é atendido pelo “doutor” Max  em um encontro que dura em torno de 50 minutos em média. A consulta pode ser individual ou em grupo, na sala de Recurso Multifuncional, no Centro Integrado de Atenção à Criança Professora Norma Coelho (CAIC), Peixinhos. Os trabalhos realizados por um cão doutor são acompanhados por adestradores e profissionais das áreas de saúde.

De acordo com a chefe do  Departamento de Inclusão da Secretaria de Educação, Cássia Leôncio , a terapia assistida com o cão tem a proposta de desenvolver estímulos a aptidões como a fala, as funções motoras e os comandos. Segundo Cássia, não é qualquer pet que pode colaborar para a recuperação de pacientes dos mais variados casos clínicos. “Ele precisa ser tranquilo, ter uma personalidade que as pessoas possam abraçar, beijar e apertar, sem que ele reaja“, explica a dona de Max.

Não há uma recomendação específica de quem pode ser ajudado pela Cinoterapia – terapia que utiliza cães como meio alternativo no tratamento de pessoas com deficiência. Qualquer paciente pode ser beneficiado, desde que não haja algum empecilho, como por exemplo, medo de animais, alergia ou problemas de respiração.