Educação

Publicado em 07/12/15 às 16:44 | Atualizado em 07/12/15 às 16:44

​Projeto Cafuné, da Escola Municipal Isaac Pereira, completa 10 anos

O Projeto Cafuné leva para a escola, atividades de afirmação da identidade sócio-cultural, com foco no fortalecimento do respeito à diversidade étnica presente no ambiente escolar de Educação infantil

Por Clara Albuquerque

O evento ocorreu no pátio da escola, que fica em Jardim Atlântico, e contou com a participação de alunos, professores e familiares. Foto: Secretaria de Educação de Olinda. Foto: Secretaria de Educação de Olinda

O evento ocorreu no pátio da escola, que fica em Jardim Atlântico, e contou com a participação de alunos, professores e familiares. Foto: Secretaria de Educação de Olinda

Na manhã da última quarta-feira (2), aconteceu a culminância do projeto Cafuné, idealizado pela professora Adriana Brandão, da Escola Municipal Isaac Pereira. O evento ocorreu no pátio da escola, que fica em Jardim Atlântico, e contou com a participação de alunos, professores e familiares.

A diretora, Emilene do Carmo Silva, fez a abertura do momento que homenageia os dez anos do projeto. “O projeto Cafuné é muito especial. Ele não acontece somente no mês da Consciência Negra mas em todo o ano”, disse.

Em seguida, a professora Adriana Brandão explanou um pouco do histórico do projeto. “Nós começamos em 2006. Dez anos passaram rápido! No início, trabalhávamos, apenas com as crianças da Educação Infantil. Hoje, o projeto Cafuné foi ampliado para toda a escola em todos os turnos e níveis de ensino. De lá para cá já fizemos várias oficinas como desenhos, contação de histórias e penteados”, explica. A professora, ainda, por intermédio do boneco mascote do projeto, que também se chama Cafuné, remontou à chegada dos africanos no Brasil e a própria origem da palavra cafuné, que vem deles. Logo após, os alunos, monitorados pelos professores da escola, fizeram variadas apresentações culturais envolvendo maracatu, coco, frevo e declamação de poesias com conteúdos voltados para a valorização da cultura africana e afrodescendente.

Em representação a todos os docentes, a professora Elimar, responsável pelo grupo de capoeira, fez um relato de sua experiência com o projeto. “Fico feliz de fazer parte desse grupo porque aprendo muito”, disse.

A estudante do 3° ano, Alice Élen Inocêncio da Silva, de 11 anos, foi a dama do passo do maracatu do Ensino Fundamental. “Eu acho esse projeto muito bom. Acho bonito e aprendi muitas coisas”, diz ela. A professora Adriana Brandão recebeu, ainda, uma homenagem de toda a equipe docente com direito a um certificado de honra ao mérito.

A coordenadora de Projetos Especiais da Secretaria de Educação de Olinda, Isadora Garcia, acompanhou a culminância do projeto representando o secretário de Educação. “Nós agradecemos ao convite de toda a equipe da Escola Municipal Isaac Pereira. É uma unidade educacional que tem participado de todas as atividades com muita dedicação. Gostaria de parabenizar a professora Adriana Bandão e o Projeto Cafuné que foi uma das matérias da série Mestres da Criatividade, do Diario de Pernambuco, que foi destaque nacional no Prêmio da UNDIME conquistando o segundo lugar. Então parabéns, mais uma vez, este trabalho coletivo é o que a gente precisa”, disse.

Lyza Gennifer de Barros, chefe do departamento de Gestão Escolar de Olinda, também, assistiu ao evento. “Mesmo diante das dificuldades, é muito satisfatório ver que a escola consegue trabalhar o espírito de coletividade. Na nossa rede, são sempre bem vindos dois fatores que presenciei aqui: a humildade e o desejo de envolver a escola como um todo trabalhando a emancipação da educação. Foi um momento muito rico”, lembrou.

A escola, que é uma das vinculadas ao Projeto Paralapracá, iniciativa do Instituto C&A em parceria com a Avante, recebeu, também, no evento, a assessora do Paralapracá, Ana Dourado. “Estou muito feliz de estar, aqui. Estou acompanhando há um tempo este trabalho belíssimo da equipe toda. O Paralapracá só tem orgulho de participar de um projeto como este que dá centralidade à criança com a vontade de participar trabalhando a diversidade”.

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