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Política de ação
A implantação do Orçamento Participativo em Olinda marca a criação de um novo mecanismo de tomada das principais decisões de interesse da cidade com a presença da população e dos Poderes Legislativo e Executivo. O objetivo da Prefeitura Popular ao concentrar seus esforços no Orçamento Participativo é criar condições para a real integração dos chamados "cidadãos comuns" na ação política cotidiana que, desta forma, se tornará realmente democrática e também democratizante. A organização de um número cada vez maior de comunidades e de diferentes grupos sociais é uma das conseqüências geradas pela participação popular.
Esse novo centro decisório deverá influenciar diretamente o conteúdo dos investimentos públicos, tornando-se assim um elemento que distribuirá e realizará geração de renda simultaneamente à socialização da política. Para a equipe da Prefeitura Popular, a distribuição de renda que ocorre sem a participação da população nas discussões políticas estimula a relação paternalista que inibe a organização e a iniciativa dos indivíduos. Outro risco é a socialização da política que não venha acompanhada de uma real melhoria das condições de vida. Um ano depois da instalação do OP em Olinda, é possível perceber que isso poderia gerar desilusão política e levar a população a desistir da ação coletiva como instrumento de mudança.
É por isso que a Prefeitura Popular aposta na construção do binômio luta política associada à satisfação das reivindicações populares como parte de seu compromisso de radicalizar a democracia e fortalecer a consciência crítica e a solidariedade. O caminho para esta construção está numa gestão descentralizada dos recursos com a participação universal, direta e voluntária dos cidadãos.O Orçamento Participativo é também um espaço de interação permanente entre as diversas ideologias e crenças resultantes dos fatores econômicos, sociais e culturais da sociedade.
Características principais do Orçamento Participativo
Divisão político-administrativa do território Regiões e microrregiões ou bairros;
Destinação de % do orçamento público para ser decidido pela comunidade;
Criação de estruturas básicas do governo e da comunidade, visando todo o ciclo orçamentário;
Elaboração do cronograma de orçamento participativo, através do calendário de todos os passos e etapas do processo;
Instalação de audiências públicas, através do calendário de reuniões/plenárias com a comunidade;
Eleição de representantes da sociedade civil para dar continuidade ao processo de discussão, definição e consolidação das prioridades: Delegados Conselheiros
Definição de critérios para eleição dos representantes da sociedade no orçamento participativo; Definição de critérios para eleição das prioridades;
Elaboração do plano de investimento regionalizado;
Processo de avaliação, visando o aperfeiçoamento do orçamento participativo.
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