Obras de Urbanização Integrada

Jardim Brasil

Transição. Esta é a palavra que define a atual situação do bairro de Jardim Brasil I, em Olinda. O povoamento da localidade teve início na década de 1950, quando donos de uma fábrica de exploração de minérios se instalaram no local. A partir daí, trabalhadores começaram a erguer suas residências nas proximidades, originando o bairro. O grande problema da comunidade é que a exploração do minério de fosfato deu origem a três grandes crateras, que mais tarde se transformaram na Lagoa Azul, Lagoa do Pantanal e Lago Arthol. Além disso, o terreno situa-se abaixo do nível do mar, o que gerava bastante alagamentos, principalmente nas épocas de chuva.

Para dar fim aos transtornos, que duraram por mais de 50 anos, a gestão municipal deu início à construção de canaletas de esgoto e à instalação da rede de saneamento básico, que vai ser interligada com o Canal da Malária. Em algumas ruas, o serviço já foi concluído, dando tranqüilidade aos moradores para enfrentar o inverno que se aproxima. “Antigamente, quando chovia, isso aqui tudo enchia de água. Eu mesma já tive que passar noites e noites em uma escola aqui do bairro, pois minha casa tava toda inundada. Este ano estou mais tranqüila com a chegada das chuvas”, comentou Ketilyne Silva, de 42 anos, moradora do bairro há 10.

Através do Programa de Aceleração do Crescimento, PAC, e de uma parceria firmada entre o Governo Federal e a Prefeitura Municipal de Olinda, está sendo investido no bairro um total de R$ 70 milhões. Além da construção de canaletas e da instalação da rede de saneamento, o dinheiro também é usado para revestir o Canal da Malária. As 26 ruas do bairro serão contempladas com as melhorias, que vão atingir toda a população de mais de 15 mil habitantes.

Muito além das obras físicas

Para conscientizar a população local sobre os riscos de se jogar lixo nos canais, a equipe da Secretaria de Obras do município tem realizado abordagens educativas na comunidade quanto ao acondicionamento adequado de resíduos. Através de panfletos, os moradores ficam sabendo o horário correto para a colocação do lixo nas ruas, evitando o acúmulo de detritos que poderia ocasionar a obstrução das canaletas. Além disso, assistentes sociais desenvolvem ações que visam potencializar a capacidade de auto-gerenciamento da comunidade, promovendo a implementação de espaços alternativos para as organizações comunitárias e eventos sociais.