Saúde

Publicado em 29/03/17 às 18:21 | Atualizado em 29/03/17 às 18:21

Olinda sedia encontro sobre epilepsia

O evento serve para sensibilizar a sociedade no combate ao preconceito à doença

Por Pedro Morais

Evento contou com a participação de profissionais das Secretarias de Saúde e Educação do município. Foto: Pedro Morais/Secretaria de Saúde de Olinda.

Conversando sobre epilepsia. Esse foi o tema do encontro envolvendo a Secretaria de Saúde de Olinda e o Movimento de Apoio às Pessoas com Epilepsia (MAPE-PE). O evento, que aconteceu nesta quarta-feira (29.03), no auditório da Secretaria de Educação do município, propôs sensibilizar a sociedade para combater os preconceitos e, sobretudo, garantir assistência médica e farmacêutica aos portadores da doença.

Debates foram ministrados pela presidente da Liga Brasileira de Epilepsia, Dra Adélia Henrique; o secretário de Saúde do município, Eud Johnson; a médica pediatra Dra Zelma Pessoa e mães com filhos acometidos pela doença. “Olinda é o primeiro município no Estado a abraçar a causa e essa atitude do prefeito Professor Lupércio, juntamente com a equipe da Secretaria de Saúde, mostra o compromisso da gestão com os portadores da doença”, destacou a coordenadora do MAPE-PE, Adriana Bachmann.

“O preconceito é muito grande em relação à doença. Meu filho é exemplo disso na sociedade. Ainda bem que Olinda começa a se preocupar com esse problema e isso é um avanço para o município, pois existem outras pessoas na mesma situação que enfrento”, desabafou a servidora da Secretaria de Saúde, Jacicleide Costa.

DOENÇA – Epilepsia não é uma doença contagiosa. A crise epilética é um transtorno passageiro da atividade elétrica do cérebro. Durante um breve período de tempo, parte do cérebro deixa de funcionar de maneira habitual e passa a enviar sinais incorretos do sistema nervoso, dando início às crises.

DIA ROXO – Foi criado em 2008 por Cassidy Megan, uma criança na época com nove anos, de Nova Escócia, no Canadá, com a ajuda da Associação de Epilepsia da Nova Escócia (EANS). Cassidy escolheu a cor roxa para representar a epilepsia por causa da lavanda.
A flor de lavanda também é associada a solidão, que representa os sentimentos de isolamento por muitas pessoas com epilepsia. O objetivo de Cassidy é mostrar que as pessoas com a doença jamais deverão se sentir sozinhas.
No Brasil, a iniciativa de participação e adesão ao Dia Roxo começou mais ativamente em 2011. Em Olinda, a Praça do Carmo encontra-se iluminada na cor proposta.

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