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Publicado em 06/11/17 às 12:00 | Atualizado em 06/11/17 às 12:00

Primeiro dia de atendimento para pessoas com deficiência visual atrai centenas de olindenses

Quem precisar fazer o cartão do SUS também será atendido no local até quinta

Por marcosoliveira

O primeiro dia dos atendimentos gratuitos para pacientes com visão subnormal e/ou cegueira atraiu centenas de pessoas para a Vila Olímpica, em Rio Doce, nesta segunda-feira (06.11). A iniciativa, denominada de Projeto Sight First Olinda/Lions-FAV, é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Olinda, através da Secretaria de Saúde, Fundação Altino Ventura (FAV) e o Lions Clube Internacional. Uma atenção toda especial para pessoas a partir dos dez anos de idade, que ainda podem se dirigir ao local, das 8h às 17h, até a próxima quarta-feira (08.11).

Na quinta-feira (09.11) o dia será dedicado para triagem e encaminhamentos a partir dos atendimentos realizados nos dias anteriores. Quem precisar fazer o cartão do SUS também será atendido no local até quinta.

O secretário de Saúde de Olinda, Eud Johnson Cordeiro, explica quais procedimentos podem ser tomados. O cuidado com os olhos é fundamental. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e 6 milhões com baixa visão.

“No caso da baixa visão, por exemplo, dependendo da necessidade de cirurgia, a pessoa será encaminhada para a Fundação Altino Ventura, que também possui especialista no atendimento de pessoas que não enxergam. Para que estas possam se adaptar melhor a viver sem a visão”, esclarece Eud.

O gestor pontua ainda a importância dessas parcerias, que foram incentivadas para que um número maior de pessoas pudesse ser atendido. “Estamos esperando 900 atendimentos nos primeiros dias”, afirma. Quem chegar por lá vai passar primeiro por uma triagem e tirar todas as dúvidas com a equipe técnica. Após isso, podem, de acordo com a necessidade, ir para um dos consultórios oftalmológicos montados na Vila Olímpica.

Uma das primeiras a chegar foi a dona de casa Joana da Conceição. Aos 68 anos ela reclama que está enxergando quase nada. “Tenho diabetes e outras dificuldades. É bom ter esse tipo de atendimento perto da gente, para pegar informação e se cuidar”, concluiu ela.

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