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Publicado em 08/11/17 às 11:31 | Atualizado em 08/11/17 às 11:31

Saúde de Olinda intensifica orientação e implante de DIU na rede pública

As mulheres interessadas no implante do DIU devem procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência e informar ao médico

Por mariliabanholzer

O DIU é oferecido gratuitamente pelo SUS. Foto: Sandro Barros/Divulgação PMO

A gravidez não planejada é um problema de saúde pública no Brasil que, segundo especialistas, gera um prejuízo de mais de R$ 4 milhões aos cofres públicos por ano. Com o objetivo de facilitar o planejamento familiar e reprodutivo, a Secretaria de Saúde de Olinda tem intensificado a sensibilização em torno do Dispositivo Intrauterino, conhecido popularmente como DIU, que é um método contraceptivo. Somente neste mês de outubro foram implantados 124 DIUs durante um mutirão realizado na Policlínica de Ouro Preto. A meta, na ocasião, era o implante de 100 dispositivos.

Além do mutirão realizado numa das ações voltadas à assistência integral à saúde da mulher de Olinda, são oferecidas cerca de 60 inserções de DIU na rede municipal por mês. Atualmente, os procedimentos são realizados nas policlínicas de Ouro Preto e de São Benedito, mas a expectativa é que o serviço seja ampliado e descentralizado no município. As mulheres interessadas neste método contraceptivo devem procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência e informar ao médico o desejo pelo implante do DIU.

A partir da solicitação da paciente, o implante será agendado pela central de regulação da Secretaria de Saúde do município. De acordo com a Coordenação de Saúde da Mulher de Olinda, não existem pré-requisitos para a colocação do DIU. “A indicação do Ministério da Saúde, inclusive, orienta que o implante seja feito desde a adolescência até a menopausa. Nossa visão é de que as adolescentes sejam atendidas para evitar o filho não programado que possa dificultar o seu desenvolvimento social”, explicou Cleonúsia Vasconcelos, coordenadora do setor.

O dispositivo é um contraceptivo que associa facilidade de utilização ao
bloqueio da fertilidade pelo tempo desejado. Foto: Sandro Barros/Divulgação PMO

SOBRE O DIU – O Dispositivo Intrauterino é considerado e referenciado por muitos como um método moderno, muito embora existam referências na literatura que tenha sido usado desde a antiguidade. Hoje tem seu uso estimado no mundo por mais de uma centena de milhões de mulheres. Trata-se de um dispositivo que se introduz na cavidade uterina para evitar a gravidez não planejada. É um método seguro, reversível, eficaz de contracepção, associado a poucos efeitos colaterais, além de ser o mais frequente no mundo, ao qual se relacionam taxas de falhas extremamente baixas, de menos de 1 por 100 mulheres no primeiro ano de uso.

Existem vários tipos de DIU, sendo eles: não medicados e medicados. No município de Olinda disponibilizamos os DIUs não medicados, que contém cobre, o Tcu-380. O mecanismo de ação principal deve-se à produção de uma reação inflamatória, citotóxica, que é espermicida, isto é, destrói os espermatozóides impedindo sua penetração no útero.

O dispositivo é um contraceptivo que associa facilidade de utilização ao bloqueio da fertilidade pelo tempo desejado. Isso significa prevenir a gravidez por muito mais tempo sem exigir compromisso periódico e permite o retorno da fertilidade depois da sua retirada, geralmente após a próxima menstruação. O procedimento é simples, rápido e costuma ser realizado no consultório médico. O DIU com cobre (que é um metal) pode ser utilizado por até 10 anos. O uso é reversível, ou seja, pode ser interrompido se houver o desejo pela maternidade em qualquer momento.

Vantagens do DIU de cobre:

· O DIU é oferecido gratuitamente pelo SUS.
· É prático e tem 99,3% de eficácia.
· Pode ser trocado a cada 10 anos.
· Não causa dor de cabeça, manchas no rosto, aumento de peso ou outros efeitos colaterais.
· Não interfere na qualidade ou quantidade do leite materno.
· Após a remoção, a fertilidade retorna rapidamente.
· Não interfere na relação sexual, e pode ser utilizado desde a adolescência até a menopausa.

Desfazendo mitos sobre o DIU:

· Não aumenta o risco de contrair infecções sexualmente transmissíveis.
· Não torna a mulher estéril.
· Não causa câncer.
· Não causa desconforto ou dor para a mulher durante o ato sexual.
· Não é abortivo.

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