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19ª Noite para os Tambores Silenciosos de Olinda

Neste ano, o babalorixá Ivanildo de Oxóssi conduzirá a celebração

Publicado por: Redação da Secom, em: 14/02/20 às 16:57

Dez nações de Maracatus de Baque Virado reverenciam seus ancestrais, nesta segunda-feira (17.02), às 20h, na 19ª Noite para os Tambores Silenciosos de Olinda. A concentração será na Praça da Matriz de São Pedro, no Sítio Histórico, de onde os grupos sairão em cortejo, passando pelos Quatro Cantos, Amparo até a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, local da celebração. A cerimônia nasceu a partir das obrigações religiosas dos maracatus de Olinda, com o objetivo de saudar e pedir proteção aos orixás antes da folia de Momo. A realização é da Associação de Maracatus de Olinda (AMO), com apoio da Prefeitura de Olinda e do Governo de Pernambuco.

A comunidade da Xambá completa 90 anos  e será a homenageada da celebração. Pela primeira vez, por decisão da AMO, o babalorixá Ivanildo de Oxóssi, que também é o Mestre do Maracatu Estrela de Olinda, será o responsável por conduzir a  louvação aos antepassados (eguns). A cerimônia é o ápice do encontro e ocorre à meia-noite. É o momento em que todos os maracatus rufam suas alfaias em homenagem aos que ajudaram a carregar essa tradição.

18ª Noite para os Tambores Silenciosos de Olinda realizado em 2018 – Foto: Arquimedes Santos / PMO

Desfilarão pelas ladeiras os maracatus: Leão Coroado; Nação Camaleão; Nação Badia; Nação Pernambuco; Nação de Luanda; Nação Maracambuco; Nação Estrela de Olinda, Nação Tigre; Nação do Reis Malunguinho e Sol Brilhante.

Um pouco de história

A presença das populações remanescentes do continente africano ocorreu ainda no século XVI, quando foram trazidos escravos da Guiné, por pedido de Duarte Coelho, para o trabalho nos engenhos. Esse contingente, só cresceu com o passar dos anos e no início do século XVII construiu para seu uso a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

Neste local se estabeleceu como ponto reunião para efeito dos cultos da igreja católica, convívio da comunidade negra, troca de saberes e para a realização de suas festas profanas. Com a invasão holandesa, veio a debandada e muitos dos escravos foram para o Quilombo dos Palmares, ficando tanto a Igreja como a própria Olinda abandonadas. Em 1715, negros já haviam restaurado o seu espaço, sendo fundada a Confraria de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

Das imposições do poder vigente e da resistência cultural dos negros, vieram o sincretismo, que ajustou de maneira crioula os calendários e os ritos de origem africana. O Carnaval, festa do calendário cristão que precede a Quaresma e que é uma licença, uma pausa, é também um momento de expressão das culturas afro-descendentes.

 

SERVIÇO – 19ª Noite para os Tambores Silenciosos de Olinda

Data: 17.02, às 20h

Local da Concentração: Matriz de São Paulo

Local da Louvação: Igreja do Rosário dos Pretos

 

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