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Aluna de música faz trabalho voluntário ensinando percussão corporal para estudantes de Olinda

Técnica tem melhorado a concentração e o rendimento da garotada

Publicado por: Redação da Secom, em: 11/12/18 às 10:59

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Texto e fotos:  Pattrícia Viviane

Em Olinda é tirando o som de onde menos se espera que a voluntária e estudante de música, Bruna Gabriela Gonçalves Peixoto, 34, duas vezes por semana, segunda e sexta, reúne os estudantes da Escola Municipal Mizael Montenegro Filho, em Bairro Novo. Uns batem o pé aqui, outros estalam os dedos acolá. 

Existe a turma que dá tapinhas no peito, nas pernas, nas costas. Tem também aqueles que ora arrancam sons da boca, ora entoam canções. Não raro, fazem tudo isso ao mesmo tempo e quando menos se espera, surge uma melodia completa. Os movimentos corporais rápidos, precisos e sincronizados completam o espetáculo como uma bela coreografia.  Se fechar os olhos, fica até difícil imaginar que não há instrumentos em cena. Mas existe sim: o corpo humano. A técnica consiste em explorar o corpo em busca de variedades de sons e padrões rítmicos.

Foto: Pattrícia Viviane/PMO

Segundo a diretora da escola, Rivani Nazário, não foi preciso muito tempo para o grupo perceber o poder pedagógico da percussão corporal, importante ferramenta para desenvolver várias habilidades nas crianças, como coordenação motora, criatividade, trabalho em conjunto, a percepção de si mesmo e do outro, organização e expressividade. “A percussão corporal já faz parte do universo deles. Mesmo inconscientemente, está o tempo todo produzindo sons com as mãos, pés, boca, batucando, pulando. É uma descoberta fascinante perceber que algo que fazem naturalmente pode virar música”, explica a gestora da unidade. 

 “Conheci crianças maravilhosas. Este convívio foi mais de aprendizado pra mim que ensino. Cada estudante tem sua forma e história de vida diferente. Esta foi a primeira vez que trabalho como voluntária e pretendo repetir”, destaca Bruna Peixoto.

Para o secretário de Educação, Esportes e Juventude de Olinda, Paulo Roberto Souza Silva, o trabalho de um artista, de um músico nas escolas é ótimo para o desenvolvimento da audição, o que faz com que os estudantes tenham maior concentração e melhor desempenho em outras disciplinas, como Matemática, História, Português, entre outras. 


Foto: Pattrícia Viviane/PMO

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