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Centro de Atenção Psicossocial de Rio Doce lança projeto de inclusão digital

O projeto “É Preciso Navegar para Conhecer” busca a ressocialização dos pacientes através de aulas de informática

Publicado por: Secom, em: 18/12/13 às 17:43
 Centro de Atenção Psicossocial Nise da Silveira (Caps). Foto: Libia Florentino/LeiaJáImagens

Centro de Atenção Psicossocial Nise da Silveira (Caps). Foto: Libia Florentino/LeiaJáImagens

“É Preciso Navegar para Conhecer”. Pioneiro no estado de Pernambuco, o projeto visa a inclusão digital de pessoas diagnosticadas com transtornos mentais atendidas no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Nise da Silveira e foi lançado nesta quarta-feira (18), na unidade terapêutica, que fica na 4ª Etapa de Rio Doce.

O projeto visa oferecer orientações básicas de informática aos pacientes em tratamento na unidade e aqueles que tiveram alta, com o intuito de estimular a memória, a autoestima e a coordenação motora. Para auxiliar no processo de aprendizagem, um funcionário do quadro administrativo da Secretaria de Saúde de Olinda foi disponibilizado para instruir os pacientes e onze computadores foram doados pelo Centro de Recondicionamento de Computadores do Recife (CRC), empresa voltada para inclusão social, que também fará a manutenção dos equipamentos.

O projeto “É Preciso Navegar para Conhecer” é uma iniciativa da gerente do CAPs, Silvia Lyra, que baseada na reforma psiquiátrica, busca um tratamento mais humanizado para os pacientes que atende. “Sinto a necessidade de incluir este público na sociedade, porque por muito tempo ele foi posto à parte por serem rotulados, discriminados e marginalizados e tidos como incapazes de produzir”, afirma.

Nise da Silveira – O CAPS de Rio Doce tem este nome em homenagem à psiquiatra alagoana, nascida em 15 de fevereiro de 1905 em Maceió, que revolucionou os métodos tradicionais de tratamento dos portadores de transtornos mentais no Brasil. Nise da Silveira foi aluna de Carl Jung e se opôs aos métodos agressivos de tratamento do transtorno mental. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1926, sendo a única mulher de sua turma dentre 157 alunos.

Ela é responsável pela criação do Museu de Imagens do Inconsciente e da Casa das Palmeiras, dois espaços onde os pacientes psiquiátricos eram tratados de forma diferenciada, sendo envolvidos em trabalhos criativos e artísticos. Por todo este trabalho, a alagoana recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais.

O CAPs Nise da Silveira foi fundado em 17 de maio de 1996, com o objetivo de estabilizar o paciente na crise psicótica, na depressão grave e pacientes com histórico de tentativa de suicídio. Dentre os objetivos da unidade, trabalha-se a autonomia da pessoa com transtorno mental e a sua reinserção na vida social e laboral quando possível. No Caps, os pacientes são incentivados a participar da vida cotidiana em sociedade e a adquirir autonomia.

Recentemente, o espaço passou por uma reforma, sendo reinaugurado em 30 de agosto de 2013, na atual gestão da prefeitura de Olinda. A unidade hoje conta com uma equipe de enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, profissionais de farmácia, médico psiquiatra, técnico de enfermagem, além de colaboradores da área administrativa, de limpeza, jardinagem e vigilância.

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