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Centro de Educação Musical de Olinda (CEMO) apresenta recital com a pianista Tamara Ujakova

O recital didático será realizado na terça (22), no auditório do CEMO, em torno da obra do pianista e compositor erudito Júlio Braga. A entrada é franca

Publicado por: adminolinda, em: 15/09/15 às 12:53
CEMO - Centro de Educação Musical de Olinda

Arte: Marcos Souza

O Centro de Educação Musical de Olinda (CEMO) recebe a pianista Tamara Ujakova para recital didático na tarde da próxima terça-feira (22/09).

O recital, que acontece a partir das 15h30, no auditório do CEMO, será em torno do pianista e compositor erudito, Júlio Braga: o intérprete, a obra e suas possibilidades dialógicas. A entrada é franca.

Programa

  • Claude Debussy Arabesque n. 2
  • Júlio Braga Estudo op.1 n. 2
  • Camargo Guarnieri Ponteio n. 49
  • Júlio Braga Polichinelo op.4 n. 2
  • Alexandre Scriabine Sonata op.30 n. 4
  • Sergei Prokofieff Toccata op.11
  • Júlio Braga 1ª Toccata Nordestina op.4 n.8

Serviço:

Recital didático da pianista Tamara Ujakova – Em torno de Júlio Braga: o intérprete, a obra e suas possibilidades dialógicas
Local: Auditório do Centro de Educação Musical de Olinda (CEMO) – Avenida Pan Nordestina, s/n – Olinda
Data: 22 de setembro de 2015, às 15h30

TAMARA UJAKOVA, natural do Rio de Janeiro, graduou-se em piano pela Escola de Música da UFRJ, tendo conquistado o prêmio Medalha de Ouro, onde também concluiu o Bacharel em órgão e, posteriormente, o Mestrado em piano. Atualmente cursa Doutorado em Música – Práticas Interpretativas, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Foi premiada em vários concursos nacionais de piano, tais como: Prêmio Medalha de Ouro em Piano por unanimidade – Escola de Música da UFRJ; 2° lugar no Concurso Nacional de Piano Arnaldo Estrella – Juiz de Fora – MG; 1º lugar no Concurso Valores Novos – Sala Cecília Meireles – RJ; 1º lugar no Concurso Nacional de Piano Natho Henn – Porto Alegre – RS; Prêmio Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica Brasileira – RJ. Tem recebido críticas elogiosas por suas atuações como solista e camerista em salas do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, entre outros. No campo da música brasileira tem priorizado os compositores contemporâneos através de turnês realizadas na Alemanha, Holanda e EUA. Paralelamente às suas atividades artísticas, desenvolve intensa atividade como docente ministrando masters classes e lecionando na Escola de Música da UFRJ, onde também coordena o Projeto “O Piano na Música de Câmara”. Participou de diversas gravações musicais tanto em DVD quanto em CD, tais como: DVD Quadros de uma Alma Brasileira Sociedade Musical Bachiana Brasileira obra Choros Número 5 (Alma Brasileira) 2006; CD Marcas D Água em Duo com o clarinetista Cristiano Alves Selo Biscoito Fino BC 215 – 2004; CD Piano Contemporâneo obra Il Fait du Soleil de Ricardo Tacuchian MR08-23 – 2003; CD Desvelo João Guilherme Ripper obra Preamar TS9810 1998;CD Canções e Serestas Hilda Reis obra Valsa Fantasia PAS-971 1997; CD Os Mestres e as Crianças Coro Infantil do Rio de Janeiro 1996.

JÚLIO BRAGA, pianista e compositor erudito, nasceu na cidade de Olinda em 24 de abril de 1918. Aos oitos anos de idade, compôs sua primeira peça e aos dez anos fez seu primeiro concerto no Teatro Santa Isabel. Em 1948, participou do Concurso Phillips da Holanda, realizado no Rio de Janeiro, conseguindo a primeira colocação, por unanimidade, entre os pianistas brasileiros. Recebeu como prêmio uma viagem à Europa e uma bolsa de permanência para aperfeiçoar os estudos em Paris, do Governo de Pernambuco.

Realizou recitais na França, Inglaterra, Holanda, Noruega, na América do Sul, América Central, América do Norte e em vários Estados do Brasil. Foi convidado para realizar concerto pela Embaixada do Brasil em Washington referente à passagem da Independência do Brasil. Realizou Programa Especial de Concertos das Nações Unidas, transmitido, na época, para toda América Latina. Foi solista da Rádio Difusora Francesa e da BBC de Londres. Também foi organista voluntário da Catedral Notre Dame, em Paris. Esteve ausente do Brasil durante dezesseis anos, elevando o nome de nossa Pátria nos maiores palcos do mundo.

Em 1964, voltou definitivamente para o Brasil após ter sido professor catedrático da Universidade de Música de Caracas e da Universidade de Música de Maracaibo, na Venezuela. O músico morreu no dia 10 de outubro de 1993. Deixou uma vasta e preciosa obra de Composições Sacras, Concertos Barrocos, Improvisações, Prelúdios, Noturnos, Valsas, Minuetos, Canções Infantis, Choros, Paráfrases, além de peças para Piano, Canto, Flauta, Clarinete, Fagote, Oboé, Viola, Violão, Violino e Orquestra. Em suas composições, costumava fazer alusão ao badalar dos sinos de Olinda. Entre as obras, Allegro Apassionato, Dança Afro-Brasileira, Acalanto, Choro n. 1, Panis Angelicus e Tocattina.

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