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Coco do Amaro Branco lança segundo CD

Composto por 15 faixas mais uma multimídia, projeto reúne diferentes Mestres e celebra o coco e suas diversas formas de saber popular

Publicado por: Secom, em: 08/01/10 às 15:53
Coco do Amaro Branco. Foto: Emiliano Dantas

Gravação ao vivo do CD Coco do Amaro Branco Vol. 2, no Teatro do Mamulengo Só-riso, em Maio de 2009. Foto: Emiliano Dantas

Amanhã (09), dentro da programação das prévias do Carnaval de Olinda, às 21h, o Centro Cultural Coco do Amaro Branco promove o lançamento do seu segundo disco, o Coco do Amaro Branco Vol. 2, na Praça do Carmo, no Sítio Histórico da cidade. Fundado em 2004, na comunidade pesqueira de mesmo nome, o grupo é um coletivo de mestres e coquistas que, há mais de um século, leva o coco tradicional para os palcos do mundo afora.

Patrocinado pela Funcultura, Fundarpe e Secretaria de Educação do Governo do Estado de Pernambuco, o novo lançamento do coletivo tem 15 faixas mais uma multimídia, com os melhores momentos da gravação ao vivo, realizado no Teatro Mamulengo Só-Riso. Produzido e dirigido por Isa Melo, o CD Coco do Amaro Branco Vol. 2 ainda tem uma regravação de “Correndo Fazendo Vento”, para homenagear o falecido mestre Dédo.

Como no primeiro CD, gravado em 2004 e lançado em 2006 com apoio da Prefeitura Municipal de Olinda, este segundo projeto fonográfico da entidade reúne vários mestres e coquistas, entre eles D. Glorinha do Coco, a Mestra mais velha da comunidade. Ainda participam da iniciativa, Edmilson Bispo, Pombo Roxo, Margarida Sambão, D. Ritinha da Garrafa, Donda, Viola, além de Totoca e as crianças do Estrelinhas do Coco.

Participante do Carnaval desde 2004, o grupo celebra o Coco todos os últimos sábados de cada mês, na casa de Lu do Pneu, na Rua Marcelo Fiúza, no Amaro Branco. Segundo Isa Melo, o Coco também acontece na casa da Mestra Ana Lúcia, na Rua Alto do Serapião. “Ana Lúcia estava com o pastoril Estrela de Belém, mas em fevereiro ela retoma a agenda anual. É provável que as apresentações aconteçam no penúltimo sábado de cada mês”, informou Isa Melo.

Composto por 15 mestres, o Coco do Amaro Branco promove a inserção social e cultural de seus integrantes, revelando ao público a magia e os fundamentos deste patrimônio da identidade pernambucana. “O novo CD é uma das raras iniciativas onde diferentes mestres se reúnem para comungar e celebrar o coco e suas diversas formas de saber popular”, informou a produtora e diretora musical Isa Melo.

Coco do Amaro Branco. Foto: Emiliano Dantas

Edmilson e Lela, do Coco do Amaro Branco. Foto: Emiliano Dantas

O Coco – Originário das festas juninas de Pernambuco, esta manifestação cultural tem influência africana e indígena. A palavra Coco significa cabeça, e é uma dança de roda acompanhada de cantoria e executada em pares, fileiras ou círculos durante festas populares do litoral e do sertão nordestino. Cada grupo recria a dança e a transforma ao gosto da população local.

O Coco recebeu várias nomenclaturas diferentes, como coco-de-roda, coco-de-embolada, coco-de-umbigada, coco-de-zambê e coco-de-ganzá, entre outras. Seu som característico emana de quatro instrumentos, o ganzá, surdo, pandeiro e triângulo, mas o marcador da cadência deste ritmo é o repicar acelarado dos tamancos. Além disso, a sonoridade é completada com as palmas.

Uma das maiores expoentes do ritmo é Selma Ferreira da Silva, mais conhecida como Selma do Coco. Natural de Vitória do Santo Antão, com 10 anos travou contato com as festas juninas e as músicas da região, como o coco-de-roda. Ex-vendedora de tapioca em Olinda e mão de 14 filhos, Dona Selma começou a promover rodas de coco em seu quintal que ganharam fama e a fizeram viajar para se apresentar em eventos e casas de espetáculos mundo afora.

Mais informações: http://amarobranco.blogspot.com

Faixa multimídia do Cd Coco do Amaro Branco Vol. 2

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