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Escola Municipal 12 de Março recebe prêmio de programa pedagógico francês

Prêmio será dado por destaque da escola na XVIII Feira da Ciência Jovem, promovida pelo Espaço Ciência, ano passado. Entrega acontece amanhã (10/05), às 9h30

Publicado por: adminolinda, em: 09/05/13 às 15:17
A XVIII Feira de Ciência Jovem, que aconteceu em outubro de 2012, reuniu aproximadamente 320 escolas de todo Brasil. Foto: Divulgação

A 12, que aconteceu em outubro de 2012, reuniu aproximadamente 320 escolas de todo Brasil. Foto: Divulgação

A Escola Municipal 12 de Março recebe, nesta sexta-feira (10/05), o prêmio “Mão na Massa (MALP)” disponibilizado por programa educativo francês, por intermédio do Consulado Geral da França no Recife. A entrega solene, que será feita pela Adida da França, Sylvie Tourpin, está marcada para às 9h30, na própria unidade de ensino. A gratificação contempla a escola pelo desempenho do projeto “Minha Identidade Depende do Passado”, de autoria da professora Adriana Schneider, que foi apresentado durante a XVIII Feira de Ciência Jovem, realizada pelo Espaço Ciência, em 2012.

O prêmio é composto por kit pedagógico, organizado pela equipe do Centro de Divulgação Científica e Cultural da USP, denominada O Céu e a Terra. Trata-se de um manual contendo aulas, vocabulário e mais de 30 exemplos de atividades para compreender as relações entre o céu e a terra. Acompanha também material experimental para Educação Infantil e Ciclo I do Ensino Fundamental. Entre os itens estão, base de madeira e lápis (Gnômom), folhas de papel A3, globo terrestre inflável, lanternas, pilhas, fonte de luz, lâmpada, bússola e bolas de isopor grandes e pequenas.

A XVIII Feira de Ciência Jovem, que aconteceu em outubro de 2012, reuniu aproximadamente 320 escolas de todo Brasil. Cada escola levou um professor acompanhado de dois ou três alunos. Os pequenos cientistas, que tinham entre 8 e 16 anos, apresentaram trabalhos de ciências exatas, sociais e humanas. Para avaliação, foram definidas cinco categorias diferentes, em função da idade dos participantes: Iniciação à pesquisa, para os mais jovens; Divulgação científica, para os colegiais, Desenvolvimento tecnológico e Motivação para a pesquisa, para os terceiranistas, Ensino científico, para os professores.

As melhores escolas de cada categoria foram recompensadas com medalhas, kits pedagógicos, passagens aéreas e inscrição em eventos científicos nacionais e internacionais. A Escola 12 de Março alcançou o terceiro lugar, na categoria Iniciação Científica. De acordo com a professora Adriana Schneider, apenas duas escolas receberão o kit e a 12 de Março foi a única escola pública classificada na categoria.

Mão na massa (MALP), é um programa educativo francês, criado em 1996 por Georges Charpak, Prêmio Nobel de Física em 1992, o astrofísico Pierre Léna e o físico Yves Quéré com o apoio da Academia de Ciências. Foi implantado na França nas escolas maternais e elementares e, atualmente em outros países como Alemanha e China. No Brasil, o programa que é conhecido por “ABC na Educação Científica – Mão na Massa”, foi implementado em meados de 2001, a partir de um acordo entre as academias de Ciências da França e do Brasil, tendo como parceiros o Centro de Divulgação Científica e Cultural da USP, a Estação Ciências/USP, e a FIOCRUZ, além das Secretarias Municipais e Estaduais de Educação. O programa também tem apoio da UNESCO.

Minha Identidade Depende do Passado – o projeto de autoria de Adriana Schneider, licenciada em Ciências Biológicas pela Fundação de Ensino Superior de Olinda (FUNESO) e pós-graduada em Gestão e Planejamento Educacional pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), teve como base os 30 anos de Olinda como título de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade. A proposta foi desenvolvida com alunos do 3º ano do Ensino Fundamental I e contemplou as áreas de história, geografia, artes e português. O objetivo do projeto foi de despertar nos estudantes, comunidade escolar e pais a importância da defesa e preservação do patrimônio sócio cultural. “A preservação do patrimônio fortalece a relação de um povo com sua herança histórica cultural. É preciso estabelecer a consciência de que preservar é necessário tendo a responsabilidade pela valorização do patrimônio e que cuidar bem dele representa uma mobilização social significativa, atuante e real com a cidadania num processo de inclusão social”, ressalta Adriana.

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