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Obras de Edíria Carneiro em exposição no salão da Prefeitura de Olinda

Prefeitura traz para o salão de sua sede a exposição “Um olhar militante”, com curadoria de Tereza Costa Rêgo

Publicado por: Secretaria de Comunicação, em: 07/03/12 às 12:50
Obras da artista plástica Edíria Carneiro estão em exposição no Palácio dos Governadores (sede da prefeitura de Olinda). Foto: Portal Vermelho

Obras da artista plástica Edíria Carneiro estão em exposição no Palácio dos Governadores (sede da prefeitura de Olinda). Foto: Portal Vermelho

No dia 08 de março, quando é comemorado o Dia Internacional da Mulher, a Prefeitura de Olinda abre as porta do seu salão para mostrar a exposição “Um Olhar Militante”, da artista plástica Edíria Carneiro. A curadoria é de Tereza Costa Rêgo e realização da Prefeitura. Serão 21 telas em exposição até o dia 22 de março.

A artista plástica Edíria Carneiro nasceu na Bahia e estudou na escola de Belas Artes de Salvador. Em 1945, seguiu para o Rio de Janeiro como delegada do Congresso da União Nacional dos Estudantes – UNE onde fixou residência. Em 1946, freqüentou o curso livre de Artes Gráficas da Fundação Getúlio Vargas, na então capital da República, onde foi aluna de Axl Leskoschek (Xilogravura), Carlos Oswald (Gravura em metal) e Santa Rosa (Pintura).

Nos anos seguintes, passou a ilustrar revistas e jornais como ”A Classe Operária”, fundada em 1925, e o Momento Feminino. Participou ativamente da confecção de cartazes e folhetos políticos. Em 1960 e 1961, freqüentou o atelier livre de pintura da Prefeitura de Porto Alegre, onde estudou com o artista Iberê Camargo. Na década de 1960, participou do Núcleo de Gravadores de São Paulo (Nugrasp), desde a sua fundação.

De 1976 a 1980, foi obrigada a se exilar em Paris, França, em função das restrições violentas a democracia impostas pelo regime militar de 1964. Foi então que Edíria freqüentou o famoso “Atelier 17” de S.W. Hayter. Nesse período também participou de estágios nos ateliers de Henri Goetz e Joelle Serve.

Entre as principais exposições que participou estão a X e a XI Bienal Internacional de São Paulo realizadas em 1969 e 1971 respectivamente. Depois participou da II Bienal de Artes Plásticas da Bahia, da Bienal de Santos e da Bienal Nacional de São Paulo. No período de 1963 a 1968 participou do Salão Paulista de Arte Moderna e de 1969 a 1974 do Salão Paulista de Arte Contemporânea. De 1977 a 1981, Edíria apresentou obras no Salon D’Autone, em Paris, no Salon de Artistes Français e no Salon Internacional Del Grabado, em Madri, Espanha.

Pinturas de Edíria Carneiro evocam a força da mulher. Foto: Divulgação

Pinturas de Edíria Carneiro evocam a força da mulher. Foto: Divulgação

Outras exposições importantes foram: Associção Brasil EUA, Washington, Estados Unidos (1961); Musée des BeauxArts de Caen, Franca, (1981); Foire Internacional d’Art, em Paris (1986); Museo de Arte Colonial a convite do Centro Wilfredo Lam, em Havana, Cuba (1991); Muestra Internacional de Minigrabados, em Madri (1994 – 1998); Memorial da América Latina, em São Paulo (2005); Exposição na Câmara Federal, em Brasília ( 2006) e Exposição individual “Folclore Brasileiro”, em Campos do Jordão, São Paulo (2006).

Edíria Carneiro ainda tem obras nos acervos do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Museu de Arte Mordena de Skoplje, lugoslávia, no Museo Del Grabado, em Bueno Ayres, Argentina, e no Cabinet D’Estampes de la Bibliothèque National em Paris, França.

Edíria faleceu em dezembro de 2011 em São Paulo. O legado cultural dessa talentosa artista pode ser visto na exposição “Um olhar militante”, no salão da Prefeitura de Olinda. A abertura será no Dia da Mulher e ficará até o dia 22 de março, aberta ao público.

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