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Olinda recebe Projeto Carreta da Saúde

Equipe fica de segunda a sexta em frente ao Mercado Eufrásio Barbosa, no Varadouro, realizando exames e atividades educativas e culturais

Publicado por: Secom, em: 29/01/10 às 14:40
Carreta da Saúde do Morhan/Novartis

A carreta tem salas climatizadas para atendimento médico. Foto:Divulgação/MORHAN

Nesta segunda-feira (01) a Carreta da Saúde do Morhan/Novartis estará estacionada em frente ao Mercado Eufrásio Barbosa, no Varadouro, Olinda, onde a população poderá realizar exames para detectar se é portadora de Hansen. A ação faz parte das atividades referente ao Dia Mundial da Hanseníase, que acontece domingo (31), como forma de alertar à população sobre a importância do diagnóstico precoce da doença.

A Secretaria de Saúde da cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, através da Coordenação de Endemias, teve a iniciativa de articular essa atividade dentro das ações programadas, sendo o único município, em Pernambuco, a receber a Carreta da Saúde, que fica até a próxima sexta-feira (05), das 8h às 12h e das 14h às 16h, com equipes de profissionais da área médica e cultural. Em seguida, o veículo segue viagem para o estado da Paraíba.

Uma solenidade, às 9h, marcará a abertura do evento em Olinda, que contará com a presença da secretária de Saúde do município, Dra Tereza Miranda, do presidente nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN), Arthur Custódio, que vem especialmente para essa atividade.

Em seguida, inserida na programação, haverá exames, apresentação cultural no palco instalado no caminhão; e à tarde (14h), recomeça o atendimento destinado à população que ali comparecer. Nos dias seguintes, além do atendimento para o diagnóstico da doença, haverá no local ações educativas com panfletagem, exibição de filmes e palestras.

ESTRUTURA – É um veículo de 20 metros de comprimento, 2,45 de largura, 4,50 de altura, equipado com cinco consultórios e um laboratório para realização dos exames de diagnóstico, com ambientes climatizados, banheiro, palco com sistema de som, projetor multimídia com telão e elevador hidráulico para acesso de cadeirantes e idosos.

Trata-se de um caminhão onde a população olindense receberá informações sobre a doença e seus sintomas. Consultas médicas serão realizadas para identificar a doença. Em caso de resultado positivo, o paciente recebe na hora o medicamento para o tratamento no primeiro mês. O veículo também possui um palco que serve para abertura e encerramento da campanha, bem como para atividades educativas que serão realizadas pela equipe de arte-educadores do Núcleo de Educação Popular em Saúde de Olinda (NEPS).

DOENÇA – A hanseníase persiste como problema de saúde pública para o Brasil, único país da América Latina que não atingiu a meta de eliminação, dada pela redução do coeficiente de prevalência a menos de um caso em cada dez mil habitantes. É uma doença infecto-contagiosa de evolução lenta e que se manifesta principalmente através de sinais e sintomas dermatoneurológicos.

O grau de imunidade determina a manifestação clínica e a evolução da doença. O comprometimento dos nervos periféricos é sua característica principal e lhe confere um grande potencial incapacitante.

O tratamento da hanseníase é fundamental na estratégia de controle da doença. Ele tem o objetivo de interromper a transmissão da doença, quebrando a cadeia epidemiológica, assim como prevenir incapacidades físicas e promover a cura e a reabilitação física e social do doente.

A hanseníase apresenta tendência de estabilização dos coeficientes de detecção no Brasil, mas ainda em patamares muito altos nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. A intensificação da vigilância epidemiológica nas áreas mais endêmicas e manutenção de ações efetivas naquelas com estabilização da endemia, depende de grande mobilização social, incluindo a vontade política de todos os gestores, compromisso e motivação dos técnicos e controle social.

O alcance das metas propostas pelo Programa de Eliminação da Hanseníase depende da melhoria dos resultados dos indicadores pactuados nas instâncias do SUS, quais seja a cura de todos os casos diagnosticados precocemente, a vigilância de contatos especialmente nos menores de 15 anos, avaliação e monitoramento das incapacidades físicas apresentadas pelos casos já diagnosticados tardiamente, entre outros. Isso somente será possível com a expansão do acesso as oportunidades de diagnóstico, tratamento e vigilância.

SERVIÇO:

MORHAN : 0800.26.2001
COORDENAÇÃO DE ENDEMIAS DE OLINDA: 3305.1110

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