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Professora da Rede Municipal de Ensino ganha destaque na mídia pernambucana

O que chamou a atenção desses veículos foi um projeto, idealizado por ela, que se chama Conta Comigo, que através da contação de histórias, promove o encantamento dos alunos

Publicado por: adminolinda, em: 27/04/15 às 11:36
Foto: Diego Galba/Pref.Olinda

Foto: Diego Galba/Pref.Olinda

O trabalho de Rosa Maria da Fonseca Oliveira, docente da creche municipal Bartolomeu Aroucha, localizada no bairro de Jardim Atlântico, está ganhando destaque na mídia pernambucana. A professora foi prestigiada por dois veículos de grande circulação no Recife: o jornal impresso Diario de Pernambuco e a TV Clube. O que chamou a atenção desses veículos foi um projeto, idealizado por ela, que se chama Conta Comigo. “O sentido desse projeto tem muito haver com o nome que ele ganhou. Nós nos ajudamos para realizar esse trabalho, então temos a colaboração não apenas de funcionários e professores mas da própria comunidade escolar como os pais dos alunos e os voluntários”, explica ela.

O projeto acontece no formato de contação de histórias. Para isso, a professora Rosa cria toda uma atmosfera visual e ambiental para as crianças através do cenário e da vestimenta. Ela, mesma, customiza as roupas que remontam a histórias da literatura infantil como Rapunzel e Branca de Neve e convida a todos para se fantasiarem, também. Ao ver seu trabalho ganhando repercussão na mídia local, ela fala como se sente. “É uma mistura de sentimentos. Nunca tive essa vivência, nunca pensei em ter esse reconhecimento. Faço porque quero fazer, principalmente, porque gosto. Pra mim, está sendo arrebatador, me sinto como uma criança”, diz a professora Rosa.

Através do lúdico e do envolvimento com as histórias, a professora aproveita para apresentar, para as crianças, conceitos sobre temas como solidariedade, amor, perdão e outros voltados para a saúde, como a dengue, por exemplo. “Eu passei muito tempo para contar a minha história e a minha vontade é a de que as pessoas contem as suas. Estou aqui para que eles tenham uma lição de vida. Não quero que eles entendam, quero que eles sintam. Para a educação acontecer, ela tem que chocar no melhor sentido”, diz ela.

Dona de uma história admirável, professora Rosa sempre teve o sonho de se tornar professora. Formou-se no magistério aos 18 anos, mas foi proibida pelo pai, que era militar, de exercer a profissão. Após casar-se, seu marido, também, não permitia que saísse de casa para trabalhar. Foi depois de trinta e sete anos de casada que sua vida mudou por intermédio de uma dificuldade financeira familiar. “Para aumentar a nossa renda, eu montei um berçário porque era o que eu sabia fazer: cuidar de casa e de crianças”, conta ela. Mas, para manter o empreendimento, era necessário haver um profissional de pedagogia trabalhando no espaço. “Eu não tinha condições de pagar um profissional mas precisava achar uma solução porque minha família, também, dependia disso”, conta ela. Foi assim que professora Rosa decidiu prestar vestibular, mesmo escondido do marido. “Eu dei uma desculpa qualquer e fui fazer a prova. Não imaginava que fosse passar. Quando recebi o resultado, pela primeira vez, na vida, eu me senti viva”, diz ela.

Em 2007, fez concurso para trabalhar na rede municipal de ensino de Olinda, onde, finalmente, realizou o seu sonho. “A gente só vive quando a gente se realiza. Eu sonhei, a vida inteira, em fazer o que faço, hoje, e em ser a professora que sou. Eu não sei viver sem a sala de aula”, diz ela.

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