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Respeito e paz marcam roda de diálogo em Olinda no Dia de Combate à Intolerância Religiosa

Matriz africana, Igreja Batista e Centro Espírita foram representados no encontro

Publicado por: Redação da Secom, em: 21/01/20 às 17:21

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Religião e respeito – por uma cultura de paz. Esse foi o tema da roda de diálogos realizada nesta terça-feira (21), quando é celebrado também o Dia de Combate à Intolerância Religiosa. O debate foi realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Cidadania e Direitos Humanos de Olinda, na Biblioteca Pública do município. O evento, aberto ao público e mediado pela coordenadoria de Assuntos Religiosos, contou com representantes das religiões Evangélica (Pastor Bruno), Espírita (Professor Garibaldi) e de Matriz Africana (Vera Baroni).

O secretário da pasta, Odin Neves, reforçou que preconceito e a intolerância religiosa são considerados crimes no Brasil, passíveis de punição prevista no Código Penal. “Temos que lutar por duas palavras: respeito e paz. Temos que respeitar a cultura, a liberdade do ser humano. O bem tem que vencer sempre o mal”, disse.

Um representante da Igreja Católica também foi convidado, mas não pôde comparecer. De acordo com pesquisa Datafolha, publicada no último dia 13 de janeiro, 50% dos brasileiros são católicos, 31%, evangélicos, e 10% não têm religião. Os espíritas são 3% da população e outros 2% fazem parte da umbanda, candomblé ou outras religiões afro-brasileiras.

“Precisamos acolher todos. O racismo está nas estruturas da sociedade, certas tradições e costumes estão enraizados. Necessitamos diminuir o preconceito. Estamos engatinhando, mas o movimento já começou para essa mudança. Não queremos criar barreiras, e sim pontes firmes”, comento o Pastor Bruno, que teve seu discurso reforçado pelo representante dos espíritas. “Todos somos irmão, filhos de Deus. Nosso encontro é para ‘pazear’, de ação, de fazer acontecer a paz. É um verbo que está no dicionário”, acrescentou Garibaldi.

A data do Dia 21 de Janeiro foi oficializada em 2007 através da Lei n.º 11.635, de 27 de dezembro, e a sua escolha feita em homenagem à Mãe Gilda, do terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, localizado em Salvador (BA).

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