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Retratos de Olinda – Capoeirista, por Ciro Barbosa Acioli

A prática da capoeira no Alto da Sé foi a temática abordada pelo fotógrafo Ciro Acioli

Publicado por: Secom, em: 17/05/12 às 10:45
Capoeirista no Alto da Sé - Foto: Ciro Barbosa Acioli/ Acervo Pessoal

Capoeirista no Alto da Sé - Foto: Ciro Barbosa Acioli/ Acervo Pessoal

Palco de várias histórias, inclusive de algumas que serão contadas aqui no Retratos de Olinda, o pátio no Alto da Sé é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade. Os passantes, além de desfrutar da linda vista que mistura as cidades de Olinda e Recife, podem encontrar artistas populares, poetas e repentistas ou até manifestações culturais como as rodas de capoeira. Foi o caso do fotógrafo Ciro Acioli que clicou o mestre Nino Faísca, tocando berimbal, figura de referência nacional do esporte.

Janeiro de 2012, férias do trabalho e o marasmo tomava conta do retratista que estava sentado no sofá de casa. Em uma palavra: tédio. O dia transfomou-se quando ele decidiu sair de sua casa com a câmera em punho a fim de fotografar a cidade de maneira não convecional. “O tema escolhido para essa sessão chamava-se ‘Olinda em P&B’ (preto e branco). Me perguntei por que em preto e branco? A resposta veio rápida, respondi com clareza e convicção, pois fotografar em P&B é uma de minhas paixões”, conta.

Entre subidas e descidas, Ciro já havia registrado vários cenários do Sítio Histórico, lembrava dos carnavais ali vividos e ansiava o que estava para chegar. A pausa para um descanso rápido no Alto da Sé, uma tapioca e a alegria contagiante do lugar. Foi então que reparou no homem que tocava berimbal e cantava toadas de capoeira tendo como pano de fundo a bela vista para Olinda e parte do Recife.

“De tantas fotos que fiz, a que mais me chamou atenção foi essa, pois ela é uma fotografia e um retrato ao mesmo tempo. Olinda perfeita contendo suas belezas naturais, culturais, no gingado da capoeira de Angola, com o mestre Nino Faísca, do qual sou amigo até hoje”, lembra.

Os tons de cinza dão, naturalmente, um ar de saudosismo a qualquer imagem, a recosntrução dos tempos e lembranças antigas. Essa sensação é ainda mais reforçada devido as bordas gastas da foto, simulando a corrosão do tempo. A silhueta do instrumentista, Olinda ao fundo e o Recife ao longe já com prédios altos e modernos denunciam o espaço tempo no qual a figura fora capturada. A curva da costa marítma desenha uma caminho para o olhar ao logo da foto e o retorno ao persongem retratado.

Para os interessados, a Prefeitura de Olinda junto à Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude está oferecendo aulas de capoeira de Angola, todas as terças e quintas-feiras, na Vila Olímpica, de Rio Doce. O projeto é direcionado a jovens, adultos, crianças ou idosos e para efetuar a matrícula devem comparecer à Vila Olímpica, na Avenida Brasil, de segunda à sexta, munidos de xerox da identidade e comprovante de residência. As aulas serão ministradas pelo professor Sérgio Sena.

Para mais informações sobre as aulas de capoeira naVila Olímpica, basta ligar para o telefone  3431-4365.

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