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Trabalho remoto auxilia no processo de adoções de crianças e adolescentes em Olinda

Diversas atividades estão sendo realizadas nas casas

Publicado por: Marcos Oliveira, em: 19/05/20 às 10:27

Cuidar das crianças e adolescentes que estão nas casas de acolhimento se faz ainda mais premente neste cenário de pandemia da Covid-19, o novo coronavírus. Por isso, a Prefeitura de Olinda está adotando um Plano de Contingência e Enfrentamento, que está permitindo o funcionamento das três casas de acolhimento, inclusive com processo de adoção já concluído, sem expor meninas e meninos ao risco.

A Prefeitura administra diretamente duas casas que recebem pessoas dos dois sexos. A outra é administrada pela ONG  Reaviva, atende exclusivamente ao público feminino. São meninas e meninos que não estão no convívio da família por terem passado por violências, como sexual, física, psicológica, e hoje são acolhidos pelas instituições.

Com a Secretaria de Desenvolvimento Social, Cidadania e Direitos Humanos, a força-tarefa que está permitindo o funcionamento conta com apoio também da Saúde e da Educação. Além do fundamental diálogo permanente com o Ministério Público, Conselho Tutelar e  com a Vara da Infância e da Juventude, do Tribunal de Justiça de Pernambuco. É o que explica a gerente de Proteção Social Especial de Alta Complexidade, Laura Buarque.

“Estamos atendendo, mantendo as atividades, com todas as precauções contra o coronavírus sendo executadas. Como, por exemplo, a higienização das casas, com reforço na distribuição de máscara, material de limpeza, incluindo álcool em gel 70%”, afirmou.

A gestora aponta que audiências de tramitação virtuais estão sendo realizadas. São sessões importantes para o desacolhimento dos menores, com a reinserção familiar ou a adoção para uma nova família. Espaços equipados, com privacidade computador e internet, para que a audiência aconteça também foram criados.

Atividades de nivelamento escolar estão sendo desenvolvidas, para que, quando as aulas voltarem regularmente, não tenha defasagem no aprendizado. Assim como projetos lúdicos, como oficinas ilustrativas, marionetes, teatros de fantoche e dramatizações.

Quartos com acessibilidade para isolamento de casos suspeitos de Covid-19 também estão funcionando. Duas pessoas apresentaram sintomas, mas foram quadros descartados quando a contaminação por coronavírus.

Laura Buarque ainda frisa que todas as crianças e adolescentes, assim como os funcionários, receberam a vacina do H1N1 e o fornecimento de medicamentos foi ampliado.

“Visitas presenciais estão suspensas, como medida de prevenção, mas o contato com a família acontece por meio virtual. Ele é importante para que o vínculo não seja rompido”, conclui.

 

 

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