Guia Turístico

Monumentos

Arquivo Municipal de Olinda

Localização: Rua de São Bento, 153 – Varadouro

Desde os tempos em que a Câmara Municipal acumulava as funções do Poder Executivo, no Império, Olinda possuía seu arquivo. Contudo, somente em 1975 é que foi criado o serviço de Arquivo Público Municipal – voltado para o recolhimento e preservação de documentos em fase permanente. O Patrimônio Documental de Olinda extrapola a função local, para ser de interesse da comunidade cientifica e dos órgãos nacionais e internacionais.

Seu acervo é basicamente de documentação acumulada e/ou produzida pelo Poder Executivo Municipal, com datas limites de final do século XVI até fins da década de 70, no século XX. A documentação encontra-se dividida em três grandes grupos: Textual, Cartográfica e Iconográfica. No acervo constam obras raras, do século XVII ao XX.

Biblioteca Pública de Olinda

Localização: Av. Liberdade, s/n – Carmo.

Fone: (81) 3305-1157

Visitação: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Biblioteca Pública de Olinda

Foto: Passarinho/Pref.Olinda

Criada por Decreto Imperial em 07/12/1830, a Biblioteca Pública de Olinda foi instalada no Convento de São Francisco, sendo a 1ª de Pernambuco e a 3ª do Brasil. Com a transferência da Faculdade de Direito de Olinda para o Recife, o espaço ficou sem funcionar durante várias décadas, sendo restabelecida através da Lei n° 4329/1983. Restaurada em 1996, a casa onde está instalada a Biblioteca Pública de Olinda é uma das construções mais antigas do município. Foi pintada por Franz Post, no século XVII.

Caixa D’Água

Localização: Rua Bispo Coutinho, s/n – Alto da Sé.

Vista Aérea da Igreja da Sé e da Caixa D'água

Foto: Antônio Melcop/Pref.Olinda

Construída em 1934 com projeto do arquiteto Luis Nunes, a Caixa D’Água, no Alto da Sé, é um marco da arquitetura moderna brasileira. Neste projeto, pela primeira vez, foi utilizado formas e modelações arquitetônicas modernas, numa época em que estava sendo mudado o conceito de arquitetura.

O uso de pilotis, a forma pura da construção, a utilização de uma fachada cega e outra totalmente vazada de luz, foram, posteriormente, utilizadas por Le Corbusier e por Oscar Niemeyer, nos edifícios de Brasília. Na construção da Caixa D’Água, foi usado pela primeira vez no Brasil o combogó, como elemento decorativo de ventilação e decoração.

Atualmente, está sendo feita a requalificação do prédio e a construção de um elevador panorâmico. A estrutura de ferro que irá receber o elevador está praticamente pronta. Uma passarela saindo do elevador dará acesso a cobertura do prédio, que servirá de mirante.

Casa de João Fernandes Vieira

Localização: Rua de São Bento, s/n – Varadouro.

À direita da rua de São Bento, ergue-se o sobrado onde habitou e faleceu o restaurador de Pernambuco, João Fernandes Vieira, rico senhor de engenho, que teve destaque na luta contra os holandeses.

CEMO (Centro de Educação Musical de Olinda)

Localização: Complexo Rodoviário de Salgadinho – Santa Tereza.

Fone: (81) 3241.5065

Adquirido em 1915 pelo coronel, Arthur Lundgren, o casarão integrava o Sítio Ramos, propriedade onda havia viveiro de peixes e árvores frutíferas. Abandonado durante vários anos, foi restaurado e, atualmente, abriga o Centro de Educação Musical de Olinda.

Coreto da Praça da Preguiça

Localização: Avenida Liberdade, s/n – Carmo.

Construção do fim do século XIX, o Coreto foi feito de ferro fundido, de procedência inglesa, com base de pedra arredondada. Sua varanda em ferro é adornada por arabescos e encimada por uma espécie de coroa. Antigamente, o coreto abrigava a Banda de Música, que animava as festas de Olinda.

Farol de Olinda

Localização: Amaro Branco.

Construído, originalmente, sobre o Fortim Montenegro, o Farol de Olinda foi aceso pela primeira vez em 1872. Visível a 12 milhas, o Farol atual foi construído no Morro Serapião, sendo inaugurado em sete de setembro de 1941. Por se destacar na paisagem de Olinda, tornou-se um dos principais marcos da cidade.

Fortim de São Francisco (Fortim do Queijo)

Localização: Rua do Sol – Carmo.

As primeiras notícias do Forte ou Baluarte de São Francisco datam do século XVII. Por causa de seu tamanho reduzido, ficou conhecido, posteriormente, como “Fortim do Queijo”. Até a década de 30 do século XVIII, o Fortim servia para proteção da costa, quando foi abandonado. Passou por um processo de restauração entre 1973 e 1977, ficando com as atuais feições.

A construção assemelha-se a de outras fortalezas coloniais, com arquitetura simples e rústica, em formato retangular. O acesso é feito através de uma rampa de 10 m feita de cimento, tendo ainda calçamento original, e uma pedra ‘’cabeça de negro’’ na parte central do caminho. O Fortim de São Francisco ainda possui dois canhões sobre a base de granito e, ao lado da rampa de acesso, a casa da guarda, em tribeiral.

Maxambomba

Localização: Praça do Carmo, s/n – Carmo.

Em 1866 foi iniciada a utilização dos trens a vapor, conhecida como maxambomba, que ligava o centro do Recife aos subúrbios de Olinda. A primeira linha que interligava as duas cidades tinha seu itinerário que saía de Campo Grande, passava por Passarinho e seguia até o Carmo, onde em 1871 foi construída uma garagem ou oficina da Compainha de Trilhos Urbanos do Recife, Olinda e Beberibe.

Mercado Eufrásio Barbosa

Localização: Av. Joaquim Nabuco, s/n – Varadouro

Fone: (81) 3429-3599

Construção datada dos séculos XVII e XVIII, onde existia a primeira Casa da Alfândega de Pernambuco, o local foi, entre 1894 e 1960, a Fábrica de Doces Amorim Ltda. Possui uma planta retangular, em plano único, em alvenaria de tijolos. As fachadas são todas rebocadas, sendo a principal com aberturas em arcos plenos e platibanda retangular. Apesar de o prédio original ter sofrido acréscimos, o Mercado da Ribeira não descaracterizou. Dispõe de teatro e área para exposições e apresentações folclóricas.

Mercado da Ribeira

Localização: Rua Bernardo Vieira de Melo, s/n – Ribeira

Construído no final do século XVII e início do século XVIII, o Mercado da Ribeira é uma edificação característica do Brasil colonial. Possui piso em tijolaria, dois alpendres com pilastras e um batente em pedra portuguesa. Restaurado no estilo original, no Mercado da Ribeira funcionam várias galerias de artesanatos, oficinas de entalhadores, gravuras e pinturas. Nas suas proximidades encontra-se as ruínas do Senado.

Observatório

Localização: Rua Bispo Coutinho, s/n – Alto da Sé.

Construído no século XIX, serviu por várias décadas para observações e estudos de Astronomia. Diz a lenda, que sua edificação relaciona-se com a descoberta de um cometa, em 1860, por Emanuel Liais, de quem o astro recebeu o nome. Erguido em alvenaria, tem formato de um cilindro e possui área de, aproximadamente, 6000 m2.

Palácio dos Governadores

Localização: Rua de São Bento, 123 – Varadouro.

Palácio dos Governadores

Foto: Passarinho/Pref.Olinda

Construído no século XVII, foi o antigo Paço dos Governadores Gerais do Brasil, de onde o País foi três vezes governado. Em 1824, nele se instalou a Assembléia Constituinte e Legislativa da Confederação do Equador. Ao longo dos anos, o prédio passou por várias restaurações. Mantém, atualmente, o estilo neoclássico de sua fachada. Apresenta assoalho em ipê, escadaria original em cedro e o piso em mosaico. Atualmente, é sede da Prefeitura Municipal de Olinda.

Ruínas do Senado

Localização: Rua Bernardo Vieira de Melo, s/n – Ribeira.

Construção anterior a 1693, as Ruínas do Senado foi o local do imponente Prédio do Senado da Câmara de Olinda. Em 1710, Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito em favor da República no Brasil. As ruínas resumem-se a um pedaço de parede externa da fachada do antigo Prédio do Senado, mostrando a incomum espessura da parede onde está afixada uma placa relatando o fato ocorrido.

Museus

MAC (Museu de Arte Contemporânea)

Localização: Rua 13 de Maio, s/n.

Fone: (81) 3184.3153

MAC - Museu de Arte Contemporânea

Foto: Passarinho/Pref.Olinda

Inaugurado no ano de 1966, este edifício onde funciona , atualmente, o Museu foi projetado para abrigar o Aljube da Diocese. Palavra de origem árabe, significando cárcere, masmorra, tem aqui outra significação restrita de “cárcere de foro eclesiástico”, utilizado para o recolhimento de homens e mulheres acusados de delitos contra a religião Católica Romana, sob jurisdição eclesiástica.

O espaço tem como tema a arte nacional e internacional, com acervo composto de coleções de artes plásticas e isoladas dos mais renomados artistas. O conjunto Aljube e Capela, foi restaurado e tombado no ano de 1966 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Visitação: terça a domingo, das 9h às 17h.
Entrada: R$ 2,50 (ESTUDANTES) e R$ 5 (NORMAL).
Estudante de escola municipal ou estadual com visita agendada não paga.
Escola particular agendada paga R$2 por pessoa.
Idosos com mais de 65 anos não pagam.

MASPE (Museu de Arte Sacra de Pernambuco)

Localização: Rua Bispo Coutinho, 726 – Alto da Sé.

Inaugurado no dia 11 de abril de 1977, o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (MASPE) está instalado no antigo Palácio dos Bispos de Olinda. No século XIX, o casarão sofreu novas modificações, servindo como resistência coletiva de religiosos, colégio e quartel do exército durante a 2ª Guerra Mundial.

Na sua fachada, é possível ver o antigo brasão episcopal e uma placa da Unesco, que declara Olinda, Monumento Histórico da Humanidade. O acervo fixo do MASPE começou a ser construído a partir de uma centena de peças cedidas pela Arquidiocese de Olinda e Recife. Hoje, é composto por imagens eruditas antigas, policromadas e douradas, do século XVI, além de pinturas e arte sacra popular e objetos do culto nas igrejas.

Visitação: terça a sexta-feira, das 9h às 12h30.

Museu do Mamelungo

Localização: Rua de São Bento, 344.

Fone: (81) 3493. 2753

Fundado em 14/12/1994, o Museu do Mamulengo possui um acervo com mais de 1200 peças feitas pelos mestres mamulengueiros, sendo alguns bonecos do século XVIII, representando figuras populares em situações cotidianas rurais ou urbanas. É o primeiro museu dedicado a bonecos populares no Brasil e na América Latina.

Visitação: terça a domingo, das 10h às 17h.

Entrada: R$1 (ESTUDANTE) e R$2 (NORMAL).

Museu Regional de Olinda

Localização: Rua do Amparo, 128.

Fone: (81) 3493.0018

O Museu Regional de Olinda foi fundado em 1935, em comemoração aos 400 anos de chegada de Duarte Coelho a Pernambuco, pelo então diretor da Biblioteca e do Museu do Estado, José Maria Albuquerque Melo.

Constam no seu acervo, peças como móveis, imagens, painéis, peças de grande valor histórico, como o brasão do Senado da Câmara de Olinda e peças de arte sacra, inclusive um altar que pertenceu a antiga Sé de Olinda, antes de sua reforma em 1711. Ao todo, são 217 peças expostas por toda a extensão dos salões do prédio onde funciona.

Visitação: terça a sexta-feira, das 9h às 17h. / sábado e domingo, das 13h às 17h.

Entrada: R$1 / ATENDIMENTO ESPECIAL PARA ESCOLAS AGENDADAS

Mouriscos

Primeiro Sobrado Mourisco

Localização: Rua do Amparo, 28.

A construção é uma das mais típicas obras do século XVIII existentes em Pernambuco. Sobreviveu a onda de descaracterização, provocada pela vinda da Família Real portuguesa para o Brasil. A arquitetura do prédio possui vários elementos característicos da influência árabe.

Durante os trabalhos de recuperação, foram encontrados tijolos pesando 24 kg, de dimensões originais. Toda a originalidade da obra foi preservada. No andar térreo, vêem-se duas portas de vergas e ombreiras retas, ambas de pedra. No andar superior, portais iguais aos do térreo. O balcão é em muxarabi, apoiado sobre cachorros de pedra.

Segundo Sobrado Mourisco

Localização: Praça Conselheiro João Alfredo, 7.

Com bonitos balcões de madeira em losango e treliça, além de seu muxarabi, este sobrado mourisco é um raro exemplar da arquitetura árabe no Brasil. Em 1859, hospedou o imperador D. Pedro II e a imperatriz Tereza Cristina, em viagem ao Nordeste.

Bicas

Moduladas com pedra e alvenaria, as Bicas foram construídas com a finalidade de suprir a falta de água da Vila de Olinda.

Bica de São Pedro

Localização: Rua Henrique Dias, Varadouro.

Construída no século XVI, a Bica de São Pedro é a que possui maior vazão de água. Segundo uma lenda popular, suas águas surgiam de uma vertente que ficava por baixo do altar-mor da Igreja Matriz de São Pedro Mártir. Conhecida inicialmente como Fontainha, suas águas ainda servem a população olindense.

Bica do Rosário

Localização: Largo do Rosário, Bonsucesso.

Citada no foral de Olinda em 1537, a Bica do Rosário é, talvez, a única remanescente do Vale de Fontes, um riacho existente no século XVI. Manancial fecundo, com seu belo frontispício adornado por paredes com jarros de pedra, a Bica ostenta em sua base o secular brasão da cidade. Importante peça colonial, apresenta uma escadaria toda lajeada em pedras.

Bica dos Quatro Cantos

Localização: Rua dos Quatro Cantos, Amparo.

De acordo com registro histórico, a Bica dos Quatro Cantos foi construída em 1602. Chamada também de Fonte da Tabatinga, chegou a ser destruída e, posteriormente, recuperada.