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Em Olinda, o enfrentamento à violência contra a mulher tem ganhado cada vez mais força por meio de ações concretas, acolhimento qualificado e informação. No foco dessa rede de proteção está o Centro Especializado de Atendimento à Mulher Márcia Dangremon (CEAM), equipamento público que se consolidou como um espaço seguro para mulheres que buscam romper o ciclo da violência.
Com uma atuação integrada, o CEAM oferece atendimento psicológico, orientação jurídica e suporte social, garantindo não apenas escuta sensível, mas também caminhos reais para que as mulheres reconstruam suas vidas com dignidade e segurança. O serviço é gratuito e funciona como porta de entrada para uma rede mais ampla de proteção, articulada pela Prefeitura de Olinda.
Mais do que números, o trabalho desenvolvido no espaço carrega histórias de recomeço. São mulheres que chegam fragilizadas, muitas vezes em silêncio, e encontram acolhimento, orientação e, sobretudo, respeito. Cada atendimento representa uma oportunidade de transformação.
A coordenadora do CEAM, Katy Accioly, reforça a importância do serviço e do papel coletivo no enfrentamento à violência. “Nosso compromisso é acolher cada mulher com humanidade e responsabilidade. Aqui, ela encontra apoio para entender seus direitos e tomar decisões com segurança. Denunciar é um passo difícil, mas é também um ato de coragem que pode salvar vidas.”
A iniciativa integra uma política pública que reconhece que a violência contra a mulher não pode ser naturalizada nem justificada. A lei está ao lado da vítima, e romper o silêncio é essencial para interromper ciclos de agressão.
Para facilitar o acesso, o CEAM também disponibiliza canais diretos de comunicação. Mulheres que não puderem fazer ligação podem entrar em contato via WhatsApp pelo número (81) 99714-0678. Há ainda a Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, que funciona em todo o país. Em casos de flagrante ou emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190.
A mensagem é clara: nenhuma mulher está sozinha. Denunciar é um ato de coragem. Acolher é um compromisso de todos nós.