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Se o tema do Carnaval de Olinda 2026 é “Tá Todo Mundo Aqui”, o quarto dia de folia, nesse domingo (15), foi a prova viva disso. O Polo Erasto Vasconcelos, na Praça do Carmo, transformou-se em um caldeirão sonoro, reunindo tribos e gerações em uma noite marcada pela diversidade rítmica e por uma forte dose de nostalgia.
Quem passou pelo palco principal presenciou uma maratona musical que foi da nobreza do samba de raiz à energia irreverente do pagode anos 90, passando pela identidade marcante da cena pernambucana.
O “Esquenta” e a Nobreza do Samba
A noite começou refinada com a seleção musical do DJ 440 às 18h, preparando o terreno para as apresentações potentes de Gangga Barreto e Isadora Mello. As artistas trouxeram repertórios que exaltaram a cultura local e aqueceram o público para o que viria a seguir.
Às 20h30, o Fundo de Quintal subiu ao palco trazendo a essência do Cacique de Ramos para Olinda. Foi um show emocionante, onde o samba de raiz reinou absoluto. Com batucada de primeira e clássicos que estão na boca do povo, o grupo transformou a praça em uma roda de samba gigante, esbanjando carisma e tradição.
A Hora da Prata da Casa
Na sequência, a programação fez uma curva para a sonoridade alternativa e vibrante de Pernambuco. Às 21h30, a Mombojó apresentou seu som inconfundível, reconectando o público com sucessos da carreira e arranjos sofisticados.
Logo depois, às 22h30, foi a vez da Eddie. A banda, que tem o DNA de Olinda, fez o que sabe fazer de melhor: um show catártico. Com seu “Original Olinda Style”, a Eddie fez a multidão pular em uníssono, reafirmando sua posição como uma das trilhas sonoras oficiais da cidade, misturando frevo, rock e dub de forma magistral.
Encerramento com Irreverência
Para fechar a noite lá em cima, o Molejo assumiu o comando às 23h40. O grupo trouxe a alegria e a irreverência características do pagode dos anos 90. Entre coreografias nostálgicas e hits que atravessam décadas, o show foi pura diversão, não deixando ninguém parado e garantindo que o folião voltasse para casa, ou seguisse para as ladeiras, com o sorriso no rosto e a energia renovada.
O domingo no Carmo consagrou a pluralidade do Carnaval de Olinda, mostrando que a festa é, de fato, para todos os gostos e ritmos.




