Ouvir a matéria clicar no player
A Prefeitura de Olinda iniciou a elaboração de um plano de contingência voltado à proteção animal durante o período de chuvas no município. A primeira reunião de articulação aconteceu na sexta-feira (6), reunindo representantes de diferentes áreas da gestão municipal para discutir medidas preventivas e estratégias de resposta em situações de emergência.
O planejamento está sendo construído de forma integrada, com diálogo entre órgãos que atuam diretamente em situações de risco e emergência. Já participaram das discussões representantes da Defesa Civil, do Comitê Juntos pela Proteção Animal, da Secretaria de Saúde, por meio do CEVAO, além de equipes da Mobilidade Urbana e da Guarda Civil Municipal, por meio do GACO.
Novo encontro acontece nesta segunda-feira
A próxima reunião de trabalho acontece na tarde desta segunda-feira (9), às 14h, na Secretaria de Planejamento Urbano, localizada na Estrada do Bonsucesso.
Devem participar do encontro membros da Secretaria Executiva de Proteção Animal, do Comitê Juntos pela Proteção Animal, da Secretaria de Saúde (CEVAO) e da Secretaria de Segurança Cidadã, por meio do GACO.
O objetivo do plano de contingência é organizar ações preventivas e emergenciais para garantir a proteção e o bem-estar dos animais durante o inverno, período em que o município pode registrar chuvas intensas e pontos de alagamento.
O plano em elaboração prevê um fluxo operacional dividido em três níveis de atuação.
O primeiro nível é o de observação, quando há previsão de chuva moderada e as equipes passam a monitorar as condições climáticas. No segundo nível, de alerta, a Defesa Civil identifica risco de alagamento e aciona a equipe de proteção animal para preparação das ações.
Já no terceiro nível, considerado de emergência, quando há alagamentos ou risco direto para os animais, as equipes entram em campo para realizar o resgate com apoio da Defesa Civil.
O protocolo também deve definir como será feito o atendimento aos animais resgatados. As ações incluem equipes mistas de trabalho, uso de veículos equipados com caixas de transporte e realização de primeiros socorros veterinários quando necessário.
Após o resgate, os animais poderão ser encaminhados para estruturas de acolhimento temporário, com espaços cobertos, áreas elevadas e acompanhamento veterinário para avaliação e triagem.
O atendimento deverá priorizar animais em situação mais vulnerável, como filhotes, animais idosos, feridos ou que estejam isolados em áreas alagadas.
O plano também prevê que, após o acolhimento e avaliação, os animais possam ser devolvidos aos tutores ou encaminhados para adoção responsável, conforme cada caso.
