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Estudantes de Olinda fazem uso do cordel para propagar trânsito seguro

Garotada tem entre 2 e 5 anos de idade

Publicado por: Redação da Secom, em: 26/09/18 às 14:39

Texto e fotos: Pattricia Viviane

“Motorista bem esperto/ tenha sempre atenção/ sinal quando vermelho/ pare logo meu irmão/ dê passagem ao pedestre/ priorize o cidadão”. Estes e outros versos de cordel ganharam representação durante a abertura da campanha Trânsito é Vida realizada por 150 estudantes na faixa etária de dois a cinco anos da Escola Municipal de Olinda Misael Montenegro. O grupo esteve na Avenida Marcos Freire (Beira Mar) para abordar condutores e pedestres, nesta terça-feira (25.09). A estratégia vem sendo trabalhada costumeiramente dentro de sala de aula.

 A criançada vestida com roupas de trânsito e com chapéu de cangaceiro entregou  poesias de cordel sobre educação no trânsito. A ação faz parte do Projeto “Cordel na Escola” coordenado pela professora e cordelista, Rivani Nasário.

 Nas aulas, a educadora trabalha com os pequenos oficinas temáticas, como educação no trânsito, bullying, entre outras. “Podemos através do cordel valorizar e respeitar a multiculturalidade própria do nosso País, os significados, experiências comunitárias e o imaginário do folclore presente na produção do cordel”, afirma a cordelista Rivani.

De acordo com o secretário de Educação, Esportes e Juventude, Paulo Roberto Souza Silva, é uma boa oportunidade dos estudantes terem contato com a experiência cultural que emana desta literatura e toda sua riqueza expressiva.

A dona de casa Karla Regina, mãe da estudante Thais, 2 anos, não só apoia  como acompanhou de perto da ação. “Estou achando ótimo o evento porque é de pequeno que eles já começam a aprender a ser um bom cidadão. Tenho um filho mais velho que sempre traz pra casa muita coisa boa e aprendizado da cultura nordestina que eu desconhecia e fiquei sabendo através do cordel”, comentou.

RECONHECIMENTO – No Último dia 19, a literatura de cordel foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. O título foi concedido por unanimidade pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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