Tradicional grupo olindense participa de cortejo no Pelourinho e será homenageado durante o evento, que reúne representantes de terreiros de todo o Brasil

Compartilhe:

Ouvir a matéria clicar no player

0:00

O grupo cultural Alafin Oyó, de Olinda, será homenageado e um dos representantes de Pernambuco no NZO OLORIN – I Festival Nacional de Música de Terreiro, que acontece entre os dias 1º e 3 de julho, em Salvador (BA). O evento é uma iniciativa do Ministério da Igualdade Racial, em parceria com o Governo da Bahia, e reunirá artistas, grupos e coletivos ligados às tradições de matriz africana de diversas regiões do país.

A participação do Alafin Oyó acontecerá já na abertura do festival, na terça-feira (1º), a partir das 16h30, quando o grupo comandará um cortejo pelas ruas do Centro Histórico de Salvador, com concentração no Largo Quincas Berro D’Água, um dos principais espaços culturais do Pelourinho.

Além da apresentação e da premiação pelo festival, o Alafin Oyó será homenageado pelo Afoxé Ogumpá, grupo de Brasília considerado afilhado da agremiação pernambucana, no dia 2 de julho. A homenagem acontecerá durante a programação do festival, que também marcará o início da mobilização em defesa da patrimonialização da musicalidade dos povos de terreiro junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Divulgação

O NZO OLORIN nasce com o objetivo de valorizar a musicalidade dos povos de terreiro, fortalecer a preservação dos saberes ancestrais, ampliar a visibilidade das manifestações culturais de matriz africana e contribuir para o enfrentamento ao racismo religioso.

Durante os três dias de programação, o festival contará com apresentações musicais, cortejos, oficinas, seminários e rodas de diálogo em diferentes espaços do Centro Histórico de Salvador, entre eles o Espaço Cultural da Barroquinha, Escola de Dança da Funceb, Casa da Igualdade Racial, Largo Tereza Batista, Largo Quincas Berro D’Água e Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba.

A abertura oficial do evento contará com a presença da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, e reunirá representantes de comunidades tradicionais, lideranças religiosas, artistas e pesquisadores de diversas partes do país.

Reconhecido por preservar e difundir as tradições afro-brasileiras por meio da música, da dança e dos cortejos, o Alafin Oyó leva a Salvador a força da cultura popular pernambucana e reafirma o protagonismo de Olinda como um dos principais polos das manifestações culturais de matriz africana no Brasil.

 

Notícia rápida

Categorias