De janeiro até a primeira semana de julho de 2025, Olinda registrou uma queda significativa nos casos de dengue em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados da
Vigilância Ambiental de Olinda, foram
1.275 notificações este ano, contra
2.127 em 2024 — o que representa uma
redução de 40,1%.
A tendência de queda aparece em praticamente todas as classificações da doença. Os
casos prováveis de dengue passaram de 1.247 para 942, uma redução de
24,5%. Já os registros de
dengue clássica caíram
43,9%, de 838 para 470 ocorrências. A forma mais preocupante, a
dengue com sinais de alarme, reduziu de 26 para apenas 2 casos (queda de
92,3%), enquanto os
casos graves passaram de dois para um.
Também houve diminuição nos
casos descartados, que caíram de 880 em 2024 para 333 este ano, o que representa
62,2% a menos.
Os dados apontam para uma melhora no controle da doença, reflexo das ações contínuas de vigilância e mobilização da gestão municipal. Ainda assim, a Vigilância Ambiental reforça que o envolvimento da população segue sendo indispensável para evitar novos surtos, especialmente durante os períodos mais propícios à proliferação do mosquito
Aedes aegypti.
Prevenção e denúncia de focos são fundamentais no combate à dengue
Apesar da redução nos casos, o combate à dengue continua exigindo atenção e participação ativa da população. A principal forma de prevenção é eliminar os criadouros do mosquito
Aedes aegypti, que se desenvolve em água parada. Entre as medidas essenciais estão:
- Evitar acúmulo de água em recipientes como pneus, garrafas, vasos de plantas e caixas d’água;
- Manter lixeiras tampadas;
- Limpar calhas e ralos regularmente;
- Guardar baldes e outros reservatórios com a boca para baixo.
Para fortalecer as ações de combate, a
Vigilância Ambiental de Olinda disponibiliza um
canal de atendimento via WhatsApp para denúncias de focos do mosquito:
(81) 9286-0583.
Ao receber uma solicitação, as
equipes de Agentes de Combate às Endemias são acionadas e realizam visitas ao local indicado.
Durante a inspeção, os profissionais fazem a
verificação do possível foco, coletam amostras de larvas para análise e notificam oficialmente a Vigilância Ambiental.
Além disso, os agentes também desenvolvem um trabalho de
orientação e conscientização com os moradores, reforçando os cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.