Prefeitura de Olinda realiza operação contra descarte irregular de entulhos em dois pontos da cidade
10 de outubro de 2025Letícia Freitas3 min de leitura1 visualizações
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Uma operação integrada entre a Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Semapu), a Secretaria de Gestão Urbana (SGU) e a Guarda Civil de Olinda resultou na identificação de duas obras irregulares com descarte indevido de entulhos, nesta sexta-feira (10). As ações foram realizadas após denúncias de moradores sobre acúmulo de resíduos em áreas públicas.
A primeira ocorrência foi registrada na PE-15. No local, fiscais constataram movimentação de terra e deposição de material no canteiro central da rodovia. O responsável pela obra não estava presente, mas um intermediário informou que ele comparecerá à Secretaria de Gestão Urbana para prestar esclarecimentos na segunda-feira (13).
Prefeitura de Olinda autua obra por descarte irregular de entulhos em terreno às margens da PE-15. Créditos: Letícia Freitas Equipes da Prefeitura de Olinda identificam descarte irregular de entulhos no canteiro central da PE-15 e autuam responsáveis pela obra. Créditos: Letícia Freitas
Em Jardim Brasil 2, a equipe flagrou uma construção irregular de primeiro andar em uma residência na Rua Jequié. Segundo a fiscal ambiental Patrícia Mesquita, a obra foi embargada por falta de autorização e por ocupar o recuo frontal, além de bloquear parte da via com entulhos.
Fiscais da Semapu e da SGU embargam obra irregular em Jardim Brasil 2, após denúncia de descarte de entulho que obstruía a via pública. Créditos: Letícia Freitas
O responsável se comprometeu a remover os materiais ainda no mesmo dia e comparecer à Semapu para tentar regularizar a situação. Caso contrário, está sujeito a multa que pode chegar a R$ 700, dobrando em caso de reincidência.
Durante as intervenções, a Guarda Civil de Olinda atuou em apoio às equipes de fiscalização, garantindo a segurança dos servidores e a integridade das operações.
Cidade gasta milhões por ano para limpar entulhos descartados irregularmente
De acordo com Carlos Soares, diretor interino de Limpeza Urbana, o descarte de entulho em áreas públicas é considerado crime ambiental e gera custos altos para os cofres municipais.
“A Limpeza Urbana tem um custo anual de aproximadamente R$ 4,2 milhões somente com a remoção desse tipo de material, como entulho e terra. Esse valor poderia ser investido em melhorias, como tapa-buracos e revitalização de praças e jardins”, destacou.
Soares explicou que, além das autuações, as obras flagradas sem autorização estão sujeitas a multas e sanções administrativas. Para reforçar o combate a esse tipo de infração, a SGU ampliou o quadro de fiscalização: oito novos fiscais foram contratados e estão sendo capacitados para atuar em campo, junto à equipe da Semapu e à Guarda Civil.