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Rede de Reabilitação de Olinda também atende pacientes com Esclerose Múltipla

Doença é autoimune e não tem cura

Publicado por: Secom, em: 11/08/20 às 9:52

Foto: PMO.

A Rede de Reabilitação de Olinda também está aberta para tratamento de pacientes com Esclerose Múltipla, uma doença autoimune crônica, que compromete a mobilidade do paciente. A fisioterapia é um dos métodos indicados para reduzir o avanço e manter uma boa qualidade de vida.

A geriatra Paula Maniçoba, da Rede de Olinda, explica que a EM é uma inflamação e degeneração da bainha de mielina, que reveste os neurônios. Essas lesões comprometem as funções coordenadas pelo cérebro e medula espinhal. As consequências são: alterações da visão, sensibilidade do corpo e da força muscular dos membros, entre outros.

“Os sintomas acontecem em surtos (desmielinização) e, para ser considerado um novo surto, é necessário que ocorra um intervalo mínimo de 30 dias entre eles. O quadro clínico de cada surto é variável e pode apresentar mais de um sintoma. Alguns pacientes apresentam piora dos sintomas na ocorrência de febre ou infecções, frio ou calos extremos, exercício físico, desidratação e estresse emocional”, explica.

A Esclerose Múltipla se manifesta mais entre pessoas jovens, na maioria mulheres, entre 20 e 40 anos. Predisposição genética, fatores ambientais e hábitos também entram na conta, como níveis baixos de vitamina D prolongadamente, cigarro, obesidade e exposição a solventes orgânicos.

A estudante de Direito Larissa de Melo Vera Cruz, de 23 anos, é um caso clássico de Esclerose Múltipla. Há três anos sentiu uma dormência de um lado do rosto. Primeiro achou que fosse consequência da recorrente sinusite, mas após cinco meses de investigação em que outras doenças foram descartadas, teve o diagnóstico correto. As doses de vitamina D, uma dieta bastante balanceada e a fisioterapia formam o tripé que a sustenta para conviver com a doença.

“Meus sintomas não melhoraram com o tempo porque ela não tem cura, mas através do tratamento que faço, da fisioterapia e da terapia ocupacional consigo ter uma vida normal dentro de minha realidade”, enfatiza.

A geriatra explica que a EM segue uma espécie de roteiro. Após dez anos, metade dos pacientes que vivem no formato surto-remissão podem evoluir para uma forma em que aparecem as sequelas. “Em cerca de dez por cento ocorre a forma progressiva primária, quando ocorre a piora de surtos é gradativa no início”.

Larissa lembra que igualmente importante é a rede de apoio que o paciente tem. No caso dela, os pais e a irmã são companhia constante em todas as etapas. “É preciso que as pessoas entendam e respeitem. Às vezes me perguntam: ‘Mas você não estava fazendo nada, por que está cansada?’ É um tema pouco difundido, não só a Esclerose Múltipla como outras doenças autoimunes. As pessoas precisam ajudar e aprender com os pacientes, pois eles têm muito a ensinar”.

Atendimento

O atendimento é feito em Olinda através de encaminhamento do médico especialista. Os pacientes fazem o tratamento pela Rede de Reabilitação nos núcleos de Ouro Preto e Águas Compridas, além do Centro de Reabilitação, no Bairro Novo.

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