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Todo dia é dia de Consciência Negra nas escolas municipais de Olinda

Neste 20 de novembro, professores e alunos ressaltam atividades realizadas ao longo do ano para promover a igualdade racial

Publicado por: Redação Secom, em: 20/11/21 às 11:12

Por Pattricia Viviane

“Quem danifica o caráter do outro, danifica o seu próprio.”  O provérbio africano é citado pela gestora Sueli Cristina Miranda de Oliveira, da Escola Maria da Glória Advincula. Negra, vítima do racismo em busca de trabalho, conhece de perto as dores e as delícias da negritude. Agora é diferente. Ela não só tem voz como abre espaço para outras meninas e meninos da rede Municipal de Ensino de Olinda.  A lição da gestora e como tantas outras professoras é clara: não basta aprender a lutar contra o racismo, é preciso empoderar a população negra, sobretudo os jovens.

Na semana que se comemora o Dia 20 da Consciência Negra, 20 de Novembro, várias escolas realizaram palestras e atividades interdisciplinares na luta contra o preconceito. Na Escola Isaac Pereira, o Projeto Cafuné, criado há mais de uma década pela professora Adriana Brandão, traz sempre elementos culturais nas festas temáticas durante todo o ano. De acordo com a professora há mais de 16 anos, que a escola vem incentivando na construção do conhecimento da criança através de oficinas de máscaras, maracatu, culinária africana e muito mais. O que começou de forma tímida, apenas para educação infantil, a didática cultural foi logo abraçada pelos estudantes do ensino fundamental, professores e toda a comunidade. E em 2019, o Projeto Cafuné serviu de inspiração para toda educação infantil da Rede Municipal de Olinda.

De forma mais histórica, a escola Nossa Senhora de Lourdes trouxe para sala de aula a conscientização sobra a importância de diferentes açoes de combate ao racismo e reacendeu a chegada dos negros ao Brasil, sobre a escravidão e a estrutura da sociedade. O trabalho foi coordenado pela professora Fernanda Graciele Neves.

De acordo com o Secretário de Educação, Esportes e Juventude, Paulo Roberto Souza Silva, “reconhecer a identidade dos estudantes negros significa torná-los visíveis. Compreender sua complexa realidade e planejar ações que não neguem sua história e sua cultura, que não colaborem com a exclusão e com o racismo institucional e estrutural é cumprir o papel social da escola. É retirar da invisibilidade os alunos que se autodeclaram negros e manter a consciência negra viva cotidianamente na vida escolar”.

A Secretaria de Educação de Olinda, no enfrentamento às desigualdades tem uma rede de ensino majoritariamente negra, é formada por aproximadamente 69% de estudantes autodeclarados negros – pretos e pardos.  E é sob a Lei de Diretrizes e Bases, artigo 26A, que a Prefeitura de Olinda cumpre com a obrigatoriedade do Ensino de História e Cultura Africana e Indígena nos currículos da Educação Básica.

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